O infarto continua sendo uma das principais causas de morte em Franca. De acordo com dados da Secretaria de Saúde, a cidade registrou 119 óbitos pela doença em 2024, e outros 69 entre janeiro e julho deste ano. Os números acendem um alerta e reforçam a importância da campanha "Agosto Azul e Vermelho", dedicada à conscientização sobre a saúde vascular.
Em todo o Brasil, o cenário é igualmente preocupante, com uma média de 212 mortes por dia em decorrência de infarto agudo do miocárdio no último ano.
“O infarto muitas vezes apresenta sinais prévios, como dor no peito, falta de ar e cansaço extremo. Infelizmente, muitas pessoas ainda ignoram os sintomas e não procuram atendimento a tempo. Esse atraso no socorro pode ser fatal”, alerta o Dr. Ulisses Gianecchini, cardiologista do Grupo Santa Casa de Franca.
Embora seja mais comum em pessoas acima dos 50 anos, o infarto tem se tornado uma ameaça crescente para a população mais jovem. Um levantamento do Instituto Nacional de Cardiologia aponta que as internações de brasileiros com até 30 anos por infarto subiram quase 160% nos últimos 15 anos.
“Observamos uma geração que vive sob pressão constante, dorme mal, se alimenta de forma inadequada e muitas vezes negligencia sintomas importantes”, afirma o Dr. Ulisses. Para o especialista, a falsa percepção de que o infarto é uma doença de pessoas mais velhas atrasa o diagnóstico e dificulta a prevenção entre os jovens.
O cardiologista reforça que a maioria dos casos pode ser evitada com a adoção de hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular. O combate a fatores de risco como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, obesidade e tabagismo é fundamental.
“A boa notícia é que a maioria dos casos pode ser evitada. O coração dá sinais, e precisamos aprender a ouvir. Informação e prevenção são nossas maiores aliadas”, conclui o médico.