Um menino de 12 anos foi agredido na tarde desta quarta-feira, 26, na Escola Estadual "Prof. Pedro Nunes Rocha", na Vila Europa, na região Sul de Franca. A motivação da agressão teria sido um desentendimento com um colega da mesma turma, que teria desferido um soco no nariz da vítima.
A mãe do jovem, Luciene Cristina de Paula, de 41 anos, recebeu o filho em casa ensanguentado. Segundo ela, a estudante havia sido liberado pela escola sem que os pais fossem avisados.
“Simplesmente mandaram-no para minha casa cheio de sangue. Ele estava na sala de aula e um menino da sua sala deu-lhe um murro no nariz. Quase quebrou o nariz; não sei se quebrou, porque o menino estava cheio de sangue”, explicou a mulher, na tarde desta quarta-feira.
"Chamei a polícia (...) Essa diretora fez muito errado ao mandar meu filho para casa sem acompanhá-lo, sem chamar o primeiro socorro", contou.
O próprio garoto, na presença da mãe, contou sua versão dos fatos. Segundo ele, o colega que desferiu o soco estava empinando a cadeira e se apoiando em sua mesa.
A vítima pediu duas vezes para que o colega tirasse a mão de apoio, mas não foi atendida. Diante da insistência, decidiu retirar a mão do colega à força, fazendo com que ele perdesse o equilíbrio e caísse.
Após isso, o estudante que caiu da cadeira teria se levantado, ido em direção ao garoto e desferido um soco em seu nariz, que imediatamente começou a sangrar. A professora, presente na sala, não teria feito nada além de pedir ao aluno que se retirasse e pegasse papel higiênico no banheiro para limpar o nariz.
A direção da escola tomou ciência do ocorrido e, segundo o garoto, apenas o dispensou para ir a casa, sem nenhuma punição ao aluno que desferiu o soco.
O boletim de ocorrência foi registrado, o garoto foi encaminhado ao pronto-socorro, onde foi medicado e passaria por raio-X para investigar uma possível lesão.
Em nota, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, por meio da Diretoria de Ensino de Franca, lamentou o ocorrido e reiterou que repudia toda forma de violência dentro ou fora das escolas. Será instaurada uma apuração preliminar para avaliar a conduta da gestão da escola em relação ao ocorrido e, se constatadas irregularidades, serão tomadas as medidas cabíveis.
Uma equipe do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva) e do Programa Psicólogos nas Escolas será designada para acompanhar o caso e reforçar ações de cultura de paz. A Diretoria de Ensino de Franca fica à disposição da família para mais esclarecimentos.