10 de julho de 2026
BASQUETE

Baianinho: de roupeiro a técnico da equipe sub-12 do Sesi Franca

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Marcos Limonti/FBC
Baianinho troca de cargo no Franca Basquete

Quem frequenta os jogos do Franca Basquete conhece Wellington Pereira, o "Baianinho". A história dele é de superação e muita determinação. De roupeiro da equipe principal, agora promovido a técnico da equipe sub-12 da própria agremiação.

Aos 39 anos, casado e pai de dois filhos, Baianinho ocupou o cargo de Auxiliar de Esportes de Rendimento até a semana retrasada, quando foi promovido a treinador da equipe de base do Sesi Franca.

O apelido de Baianinho ele herdou de seu pai, que era chamado de "Baiano" e que trabalhou por muitos anos no rodo (pessoa que enxuga a quadra) durante as partidas da equipe francana.

Ele lembra que desde os 8 anos já acompanhava o pai. “Comecei a frequentar o ginásio com meu pai quando eu tinha 8 anos de idade. Meu pai trabalhava no rodo lá no ginásio e eu ia com ele”.

A exemplo de tantos garotos em Franca, Baianinho também chegou a jogar basquete nas categorias de base do clube e da Aspa, chegando até a categoria Cadete (17 anos), como era chamada na época. “Eu ia com meu pai e comecei a me apaixonar pelo basquete, então comecei a jogar também. Joguei até meus 17 anos”.

Marido de Ana Carolina e pai de João Vitor e Maria Cecília, Baianinho foi convidado para integrar a comissão técnica do clube aos 18 anos. “Foi nessa função mesmo de rouparia, de roupeiro. Meu pai estava vivo ainda, logo depois ele faleceu. Saí do clube por um período e depois voltei”. 

Baianinho ficou na função por 11 anos consecutivos e, paralelamente, cursou faculdade de educação física, com o incentivo de Helinho Garcia. “Quando eu voltei, o Helinho estava se aposentando como jogador. Ele me sugeriu a fazer educação física e eu comecei o curso. Depois comecei a dar treino individual e fui fazendo faculdade”.

Baianinho destacou o apoio da família, do clube e demonstrou gratidão por aqueles que o incentivaram a estudar. “Me formei graças ao basquete. Aprendi muito com jogadores, como Lucas Dias, David Jackson, que me ensina muito da escola americana, uma escola que eu gosto muito”.

O novo treinador da equipe sub-12 destaca também o apoio e várias conversas com o técnico Helinho Garcia. “Helinho sempre me ensinando, me apoiando, me incentivando. Certo dia,  Helinho me falou: 'Você vai pegar uma categoria do Sesi ainda'. Esse dia chegou”, disse Baianinho, acrescentando: “Quando eu entrei no clube não tinha ambição nenhuma, e Helinho foi meu grande incentivador”.

Já vivendo um novo desafio, Baianinho não esconde a vontade de crescer cada vez mais na modalidade. “É uma vaga que eu almejava há algum tempo. Agora é passar o que eu aprendi com grandes técnicos, com grandes jogadores. O sub-12 é a porta de entrada das categorias de base. É a fase de transição de escolinha para treinamentos. Agora é daqui pra frente, e quem sabe um dia chegar a ser um assistente técnico dos meus grandes ídolos, como Helinho, Pablo, Fernando Penna, ou de outros grandes profissionais”.