Sem aumento real e com um “pacotinho de café” de acréscimo no cartão alimentação, a contraproposta de reajuste salarial da Prefeitura de Franca foi rejeitada por unanimidade pelos servidores municipais durante assembleia, nessa quinta-feira, 27, na sede do Sindserv (Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Franca e Região).
O sindicato se reuniu com a comissão responsável pelas negociações salariais nessa quinta-feira, às 15h30, no Cefap (Centro de Formação e Aperfeiçoamento Profissional). Após duas horas de diálogo, os valores foram apresentados às 19 horas, durante assembleia da categoria. Com cerca de 150 pessoas participando, a contraproposta do Executivo foi rejeitada por unanimidade.
O presidente do sindicato, Fernando Nascimento, afirmou que a Prefeitura propôs repor apenas a inflação acumulada até fevereiro, sem conceder aumento real. O percentual do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) deve ser divulgado por volta de 10 de março.
Ele informou que, além do reajuste salarial, a administração municipal propôs um aumento de 5% no vale-alimentação, passando de R$ 986 para R$ 1.036, e no abono escolar, de R$ 367,65 para R$ 385. Também foi mantido o direito de cada servidor ter até seis faltas abonadas por ano, mas a proposta de criar um cartão-refeição de R$ 20 por dia trabalhado foi negada.
Os valores apresentados pela Prefeitura são muito aquém dos pedidos pela categoria. Os sindicalistas solicitaram a reposição da inflação mais 10,23% de aumento real no reajuste salarial. Para os benefícios, subir o vale-alimentação para R$ 1,5 mil e o abono escolar para R$ 423. Além disso, a criação de um cartão refeição por dia trabalhado.
Os R$ 50 de reajuste do vale-alimentação foram ironizados por Nascimento durante entrevista ao portal GCN/Rede Sampi nesta sexta-feira, 28. “No nosso vale-alimentação, aumentou um pacotinho de café”.
Nascimento disse que protocolaria a negativa dos servidores na Prefeitura de Franca, além do pedido de uma nova reunião. “O pessoal está muito revoltado com a desvalorização do prefeito (Alexandre Ferreira, MDB) com os servidores apresentando um valor muito pequeno”.