A angústia de uma espera sem previsão de fim tem marcado a vida de Gisélia Marques, de 39 anos, desde o último domingo, 23. Sua mãe, Solange dos Santos, de 71 anos, foi encontrada caída no chão de casa, desacordada e sem consciência. Levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Aeroporto, ela aguarda há dois dias uma vaga de internação na Santa Casa de Franca, com suspeita de AVC (Acidente Vascular Cerebral).
Ao ver a mãe caída no chão, Gisélia, em desespero, a colocou com ajuda de familiares em seu carro, na tentativa de um socorro rápido. Elas foram para a UPA do Aeroporto, que é o pronto atendimento mais perto de sua residência, já que mora no mesmo bairro.
Ao chegarem, o cenário era ainda mais preocupante. Solange já não conseguia falar nem se mover. Os médicos logo suspeitaram de um AVC, mas, para ter certeza e iniciar o tratamento adequado, seria necessário um exame de tomografia, um recurso indisponível na UPA. Desde então, a família aguarda, sem respostas, uma vaga na Santa Casa de Franca. Cada minuto que passa sem o atendimento necessário aumenta a incerteza e o sofrimento da família.
Segundo a filha, uma equipe da UPA tem prestado um atendimento "muito bom e cuidadoso", oferecendo monitoramento para sua mãe.
"Estão dando um ótimo atendimento, mas é angustiante saber que ela precisa de um exame e da avaliação de especialistas, e não temos previsão de quando isso acontecerá", desabafa Gisélia, que trabalha como analista administrativa.
Pelo procedimento padrão, a Prefeitura insere o paciente na lista do Estado, de quem é a responsabilidade por conseguir e liberar a vaga de internação.