A campanha Outubro Rosa da Unimed Franca alcançou um marco histórico em 2024, com a realização de 1.856 mamografias entre os meses de outubro e dezembro. A iniciativa, que visa à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama, identificou alterações em 32 pacientes na faixa etária de 40 a 69 anos. Todos os casos detectados receberão acompanhamento contínuo da instituição. O balanço da campanha foi divulgado na semana passada.
De acordo com Daniel Haber, diretor de Provimento da Unimed Franca, o diagnóstico precoce desempenha um papel crucial na luta contra o câncer. Ele reforçou a relevância de regulamentações que incentivem a prevenção.
"Regulamentações voltadas para causas como essa são de extrema importância. É uma questão de sobrevivência, já que a mamografia é o principal exame para a detecção precoce do câncer de mama. O aumento no número de mulheres que optam pela abordagem preditiva é motivo de grande satisfação, e o sucesso desta campanha, recordista em comparação às anteriores, nos enche de orgulho", afirmou Daniel.
Dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer) projetam mais de 70 mil novos casos de câncer de mama para cada ano do triênio 2023-2025 no Brasil. Apesar de ser o tipo de câncer com maior taxa de mortalidade entre as mulheres, um levantamento da Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica) apontou que 60% delas acreditam que o autoexame é a principal medida para detecção precoce.
Haber destacou, contudo, a importância da mamografia na identificação de tumores em estágio inicial. "Embora o autoexame seja importante, a mamografia é a maneira mais assertiva de detectar alterações, especialmente aquelas de tamanhos menores", explicou.
O câncer de mama não possui uma causa única. Seu desenvolvimento está associado a uma combinação de fatores, que incluem envelhecimento, características relacionadas à vida reprodutiva, histórico familiar, consumo de álcool, excesso de peso, sedentarismo e exposição à radiação ionizante.
Principais fatores de risco
Comportamentais/Ambientais
Aspectos da vida reprodutiva/hormonais
Hereditários/Genéticos
Mulheres portadoras dessas alterações genéticas apresentam risco consideravelmente maior de desenvolver câncer de mama.