O prefeito de Capetinga (MG), Reginaldo de Mendonça (Cidadania), e seu vice, Marcelinho do Urias (Republicanos), entraram para a lista de prefeitos da região que denunciam dívidas deixadas pelas gestões anteriores. Nesta semana, eles divulgaram um vídeo relatando o cenário crítico encontrado ao assumirem a administração municipal. Segundo a nova gestão, a cidade enfrenta um endividamento de R$ 6.119.639,20, com possibilidade de o valor ultrapassar R$ 10 milhões. Parte da frota de veículos municipais também estaria sucateada.
Na última semana, os prefeitos de Restinga e Jeriquara também denúnciaram que herdaram dívidas das gestões anteriores. De acordo com o prefeito de Capetinga (MG), os débitos são provenientes de precatórios, parcelamentos de INSS, dívidas com fornecedores, encargos trabalhistas e contas de água. Ele destacou ainda que a situação financeira é reflexo da gestão do ex-prefeito Luiz César Guilherme (MDB).
“A nossa situação é precária, os veículos estão todos sucateados. A nossa frota está bombardeada, e a gente fica triste com isso, mas tenho fé em Deus que eu e o Marcelo vamos colocar a casa em ordem”, afirmou Reginaldo.
O vice-prefeito apresentou imagens que mostram veículos abandonados no pátio da prefeitura, muitos sem pneus, motores ou troca de óleo. Entre os exemplos citados estão um Toyota Etios 2018 com motor fundido e uma van sem motor e sem módulo.
Reginaldo também denunciou que a gestão anterior empenhou cerca de R$ 900 mil mesmo com apenas R$ 50 mil disponíveis no orçamento, o que seria uma prática irregular. Além disso, na última semana, quase R$ 400 mil do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foram bloqueados devido a dívidas do INSS deixadas pela administração anterior.
A atual gestão informou que já acionou o setor jurídico para notificar o Tribunal de Contas e o Ministério Público sobre as irregularidades. Segundo Reginaldo, a equipe de transição enfrentou dificuldades para obter informações da administração anterior, e muitos documentos solicitados não foram entregues.
Outro problema apontado é a ausência de acesso às redes sociais da prefeitura. A administração anterior não teria repassado as credenciais de plataformas como Facebook e Instagram. A situação foi formalizada por meio de ofícios enviados à Meta, empresa responsável pelas redes.
A reportagem tenta contato com o ex-prefeito Luiz César Guilherme para que ele comente as denúncias, mas até a publicação deste texto não enviou suas respostas.