10 de julho de 2026
VERTICALIZAÇÃO

17% das moradias em Franca são apartamentos: ‘Solução'

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Pedro Baccelli/GCN
Franca vista de praça no Jardim Petráglia, na região Leste de Franca

A verticalização urbana, antes característica exclusiva das metrópoles, tornou-se uma realidade cada vez mais comum também no interior. Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que Franca conta com 21 mil apartamentos, o que representa 17% do total de residências no município.

O termo “verticalização urbana” refere-se ao crescimento das cidades por meio da construção de prédios, como alternativa ao modelo tradicional (horizontal), no qual a expansão ocorre lateralmente, com a construção de casas.

“A verticalização não é apenas uma tendência, mas uma solução inteligente para os desafios urbanos enfrentados pelas cidades, principalmente do interior. O aumento no número de apartamentos é reflexo do crescimento populacional e da mudança nos hábitos das famílias, que buscam mais praticidade, segurança e mobilidade”, afirmou Rafael Batista, diretor de Incorporação da Perplan.

Batista destaca ainda que a verticalização contribui para a valorização imobiliária. “Em cidades do interior, onde o crescimento é acelerado, a construção de novos empreendimentos verticais é uma forma de garantir que o crescimento urbano seja sustentável e bem planejado.”

Tendência nacional

Os francanos acompanham uma tendência nacional. O levantamento revela que, entre 2010 e 2022, a proporção de moradores em apartamentos na capital paulista aumentou de 23,6% para 29,4%. No Brasil, no mesmo período, o crescimento foi de 8,5% para 12,5%.

Outro ponto citado foi a mobilidade urbana, que se beneficia da verticalização ao garantir maior proximidade com centros comerciais, como bares, lojas, supermercados e locais de trabalho. “As cidades do interior que são polos de desenvolvimento têm investido na melhoria do transporte público e na conectividade, o que facilita o deslocamento dos moradores e torna a vida em apartamentos ainda mais atrativa”, destacou o diretor.

Por fim, Batista ressalta que as mudanças nas composições familiares e o aumento da preocupação com a segurança têm levado as pessoas a optarem pelos apartamentos. “As famílias estão menores, mais concentradas, e em busca de um local que ofereça lazer, segurança e bem-estar. O conceito de ‘lar’ está cada dia mais forte, e os apartamentos conseguem atender esse desejo.”