Dois dos novos vereadores eleitos para a Câmara Municipal de Franca, Walker Bombeiro da Libras (PL) e Marília Martins (PSOL), juntamente do reeleito Daniel Bassi (PSD), foram entrevistados no programa A Hora é Essa!, da Rádio Difusora AM 1030 kHz, nesta terça-feira, 8.
Em um bate-papo com o jornalista Corrêa Neves Jr., diretor do Portal GCN/Rede Sampi e da Difusora, os três membros eleitos do Legislativo francano falaram sobre suas propostas e ideias para o mandato que se inicia em 2025.
Dentre os temas discutidos, Walker e Marília foram questionados sobre o impacto da divergência ideológica entre esquerda e direita e se as diferenças influenciarão em suas decisões. Para ambos, a resposta foi “não”.
“O que interessa é o melhor para a população, o que vai realmente trazer melhorias para a vida das pessoas. Teremos a oportunidade de superar essa polarização cega que temos visto nos últimos anos. Como jovens e novos membros da Câmara, tenho certeza de que daremos bons exemplos. Conto com esse diálogo”, iniciou Marília.
Walker, que também foca em pautas sociais, seguiu a mesma linha de pensamento: “Sempre disse que nosso posicionamento político é uma coisa, mas o que defendemos e acreditamos deve estar acima disso. Respeito muito a Marília. Quando ela fala sobre inclusão e acessibilidade, já me ganha. Vamos trabalhar juntos”.
Exonerado do Corpo de Bombeiros para concorrer ao cargo de deputado estadual em 2022, Walker foi o candidato a vereador mais votado em Franca nas Eleições de 2024. Com 5.139 votos, o professor de Libras ainda diz não acreditar no resultado.
“Uma coisa eu garanto: fui um dos mais esforçados. Andei muito. Bati nas portas dos comércios das principais avenidas e em cada apartamento do Leporace”, comentou.
Daniel Bassi parabenizou os colegas eleitos e disse que os 4.334 votos recebidos são frutos de um conjunto de fatores. “Projetos que idealizamos foram apoiados por muita gente e acabaram acontecendo, como o Hospital Estadual e as pavimentações realizadas em parceria com o Governo do Estado e com o prefeito. Conseguimos consolidar isso”, afirmou.
Questionada sobre a reação de sua família à vitória nas urnas, Marília contou que seu pai ficou muito feliz e destacou o apoio que recebeu dele durante a campanha. “Ele encheu o carro de adesivos, colocou bandeiras e andava com o chapéu, sob o sol, às 5 horas da manhã, na porta das fábricas. Foi um apoio muito importante”, ressaltou.
Apesar do avanço das redes sociais como ferramenta de campanha nas eleições municipais, o “corpo a corpo” e a “panfletagem” foram essenciais para que os candidatos se destacassem e fossem eleitos na cidade. Para Walker, a população sentia falta desse contato.
“Um voto que conquistei no Leporace foi de uma senhorinha que perguntou como saberia se eu realmente era do bairro. Isso aconteceu bem na rua onde eu morava. Falei o nome de todas as escolas onde estudei e até o CEP da rua”, brincou.
A "lacração" e as críticas exageradas foram deixadas de lado pelos eleitores, que optaram por um discurso moderado na hora de votar. “Muitos dos ataques são infundados. Quando a crítica é justa, tudo bem. A gente tenta melhorar e pede desculpas se errou. Mas tem gente que só quer fazer maldade e tentar ferir”, disse Bassi.
Marília falou que as dificuldades impostas pelo pouco tempo de campanha e pela escassez de recursos foram superadas com contato pessoal com a população. “Sou professora. Já dei aulas em 14 escolas de várias regiões da cidade, então, fiz questão de começar pelo bairro onde cresci, na região de Santa Terezinha, Leporace e Parque do Horto. Fui também aos bairros onde já dei aulas e onde já tivemos projetos. Foi fundamental estar presente para contar às pessoas que eu era candidata!”, concluiu.