11 de julho de 2026
SEMANA DO TRÂNSITO

32 motoristas são autuados por álcool pelo Detran em Franca

Por Bruna Góis | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Bruna Góis/GCN
Operação em Franca fiscaliza 679 veículos e autua 32 motoristas por alcoolemia, com multas de até R$ 5.869,40 e risco de suspensão ou cassação da CNH

A cidade que foi palco de diversos acidentes nos últimos meses recebeu nesta última semana campanhas para promover um trânsito mais seguro. Desta vez, a ação 'Operações de Direção Segura Integrada' fez uma blitz de trânsito de Franca na noite desse sábado, 21, entre a Avenida das Seringueiras e a Rua Rio Trombetas, revelando números preocupantes em relação ao comportamento do motorista francano.

Ao todo, 679 veículos foram fiscalizados, sendo que 32 motoristas foram autuados por infrações relacionadas ao consumo de álcool. A operação causou um congestionamento de quatro horas no local devido ao trabalho da equipe do Detran e Polícia Militar.

Entre as 32 infrações registradas, 28 motoristas se recusaram a fazer o teste do bafômetro, sendo considerada uma infração gravíssima tanto quanto como dirigir sob o efeito de álcool. Outros três motoristas foram flagrados dirigindo após o consumo de bebida alcoólica. Apenas um condutor foi enquadrado em crime de trânsito por embriaguez ao volante.

Multa alta e risco de perder a CNH

O valor da multa para quem dirige embriagado ou se recusa a fazer o teste do bafômetro é "salgado", chegando a R$ 2.934,70. Além disso, os condutores podem ter a carteira de habilitação suspensa. Se a infração for reincidente no período de 12 meses, o valor da multa dobra, chegando a R$ 5.869,40.

Mas as consequências podem ser ainda mais severas. Quando o teste do bafômetro indica um índice superior a 0,34 mg de álcool por litro de ar expelido, o motorista comete um crime de trânsito. Nesse caso, além da multa e da suspensão da CNH, ele pode ser conduzido ao distrito policial e, se condenado, enfrentar uma pena de seis meses a três anos de prisão, de acordo com a Lei Seca, também conhecida como a política de tolerância zero.

Risco da cassação do direito de dirigir

Motoristas que insistem em dirigir embriagados mesmo após terem a habilitação suspensa correm o risco de ver o processo administrativo se transformar na cassação definitiva do direito de dirigir. Nesse caso, para voltar às ruas, o condutor precisará passar por um novo processo de habilitação, incluindo exames e testes, mas somente após dois anos do fim da cassação.

A operação em Franca mostra que o rigor da fiscalização está mais presente do que nunca, especialmente em datas como a Semana Nacional de Trânsito, quando o foco nas ações preventivas é intensificado. Dirigir após beber não só pode sair caro, como também pode significar a perda da liberdade.