Dream team. A expressão, traduzida para o português, significa “Time dos Sonhos” – assim é chamada a seleção norte-americana de basquete, próxima adversária do Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. Três nomes do Sesi Franca Basquete compõem o plantel brasileiro que buscará surpreender os astros da NBA (National Basketball Association). A bola sobe pelas quartas de final às 16h30 desta terça-feira, 6.
O clube francano é representado pelo armador Georginho, o ala-pivô Lucas Dias e Helinho Garcia. A seleção ainda conta com Léo Meindl, que, ao lado de Helinho, é natural da cidade. Fora do basquetebol francano, o Brasil tem a experiência de atletas como Marcelinho Huertas e Victor Benite, além de Bruno Caboclo – destaque na vitória contra o Japão, por 102 a 84, com 33 pontos e 17 rebotes.
Pelo lado norte-americano, 100% dos convocados atuam na principal liga de basquete do mundo: Anthony Davis (Los Angeles Lakers), Anthony Edwards (Minnesota Timberwolves), Bam Adebayo (Miami Heat), Derrick White (Boston Celtics), Devin Booker (Phoenix Suns), Jayson Tatum (Boston Celtics), Joel Embiid (Philadelphia 76ers), Jrue Holiday (Boston Celtics), Kevin Durant (Phoenix Suns), LeBron James (Los Angeles Lakers), Stephen Curry (Golden State Warriors) e Tyrese Haliburton (Indiana Pacers).
Helinho Garcia, que na seleção desempenha o papel de assistente técnico, disse que é uma grande vitória o basquetebol brasileiro chegar entre os oito melhores do mundo. “A gente sabe que o basquete, por ser o segundo esporte do mundo, tem um equilíbrio enorme. É normal o vice-campeão mundial ficar fora das Olimpíadas e vice-versa. A gente está muito feliz”.
Seguindo os prognósticos, o francano afirmou que os Estados Unidos são "o maior favorito” a ganhar a medalha de ouro na modalidade. “A gente está muito motivado e muito focado em fazermos aquilo que foi trabalhado ao longo desses 50 dias, para que a gente possa estar tendo uma produtividade e um volume de jogo. A partir disso, a gente vê como o jogo transcorre para a gente poder buscar vitória ou poder equilibrar o jogo contra uma equipe que é amplamente favorita”.
Difícil, mas não impossível. Em caso de vitória, não seria a primeira vez que o Brasil “aprontaria” contra os Estados Unidos. Na decisão do Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, o esquadrão verde e amarelo bateu os donos da casa, por 120 a 115, com destaque de Oscar Schmidt. Foi a primeira vez na história que a seleção masculina de basquetebol norte-americana perdeu em seu país.
Independentemente do resultado, a partida entre Brasil e Estados Unidos nesta terça-feira ficará na memória do torcedor brasileiro.