A família de Eurípedes Ferreira Cintra, de 75 anos, vive um calvário pela saúde pública regional desde o dia 26 de junho. Diagnosticado com DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), insuficiência cardíaca, trombose nos dois pés e dedo necrosado, o francano utiliza oxigênio domiciliar 24 horas por dia e aguarda transferência para um leito hospitalar.
A luta começou quando Eurípides foi levado ao Pronto-socorro "Dr. Álvaro Azzuz" com um dedo do pé esquerdo roxo, no dia 26. O médico diagnosticou obstrução nas veias, receitou antibióticos e o liberou para casa.
Três dias depois, em 29 de junho, o idoso voltou ao hospital com pneumonia e o dedo do pé apresentava necrose seca. "O médico solicitou a internação e iniciou um tratamento com antibióticos para o pulmão e o dedo do pé", disse a filha Andiara Aparecida Cintra, de 31 anos.
Uma vaga foi liberada para Eurípedes em Patrocínio Paulista, no dia 3 de julho. Alívio que durou pouco para a família. "Ele foi maltratado por um enfermeiro, e nesse hospital não havia nenhum especialista para cuidar do caso dele. Assinei um termo de responsabilidade e o trouxe novamente para o pronto-socorro".
Em Franca, foi marcada uma consulta com especialista vascular. Após examinar o paciente, o médico redigiu um documento solicitando urgência na internação, além de orientar a família a retornar ao pronto-socorro, no dia 9. "Novamente estamos aqui. Até hoje esperando vaga".
Preocupada com o estado de saúde do pai, a filha gravou um vídeo mostrando as partes do corpo de Eurípedes que foram afetadas pelas doenças.
A reportagem acionará a Prefeitura de Franca no início da manhã desta sexta-feira, 12.