Com várias partes do prédio interditadas, escadas e paredes escoradas com vigas de madeiras e risco iminente de desabar, a reforma do antigo Colégio Champagnat está longe de sair do papel. A construção é tombada como patrimônio histórico cultural de Franca, sendo também considerado um cartão postal da cidade.
A reportagem procurou a Prefeitura para saber se há um plano de reforma do prédio e a estimativa de valor para uma reforma, mesmo que emergencial. Em nota, a Prefeitura disse prepara a contratação de uma empresa para a realização de um estudo e porteriormente a realização de um projeto de execução da reforma necessária.
“A Prefeitura de Franca informa que foi realizado um termo de referência para a abertura de licitação, visando a contratação de empresa para a realização de projeto para a execução de serviços de reforço da sustentação da parte estrutural do prédio do Colégio Champagnat”, diz a nota.
O perigo de o prédio ruir foi abordado na Câmara Municipal, na última sessão. O vereador Gilson Pelizaro (PT) denunciou a precariedade questionando qual o planejamento da Prefeitura para a revitalização do imóvel, que ainda abriga algumas repartições públicas e salas cedidas para cursos diversos. “Vai cair. Com essa irresponsabilidade vai acontecer no Champagnat o que ocorreu no ginásio do Clube dos Bagres”.
O vereador acredita que o Ministério Público também deveria agir em relação à situação precária do prédio que fica na área central da cidade.
O MP também foi procurado e disse que a questão precária do Champagnat já está sendo analisada através de procedimento desde 2022. "No momento aguarda-se informações das providências adotadas pelo Município", disse o promotor da área, Christiano Corrales de Andrade.