10 de julho de 2026
FOGO

Defesa Civil coloca Franca em zona com maior risco de incêndios

Por Lucas Faleiros | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Arquivo/GCN
Incêndio em área de mata, em Franca; baixa umidade do ar e altas temperaturas contribuem para o aumento das queimadas

Os moradores de Franca devem ficar atentos ao risco de queimadas até o início da próxima semana. Pelo menos é o que indica o Centro de Gerenciamento de Emergência da Defesa Civil. De acordo com o órgão, a cidade está na zona de alerta até, pelo menos, a próxima segunda-feira, 24.

Os dados são captados por meio do Mapa de Risco de Incêndio, uma das ferramentas tecnológicas utilizadas pela Defesa Civil. O algoritmo compila elementos como o nível de chuva dos últimos dias, cobertura vegetal, velocidade do vento, temperatura média e umidade do ar e do solo, elementos que colocam Franca em uma das faixas mais críticas com relação a queimadas em todo o Estado.

Em entrevista ao portal GCN/Sampi, o tenente da Defesa Civil Maxwel Souza disse que a região francana sofre com a baixa umidade do ar e com as altas temperaturas. "Tudo isso contribui para que o risco de incêndios aumente consideravelmente. Se somado ao tempo seco, aumenta a preocupação".

E quem mais precisa se preocupar, de acordo com o tenente, é a população. "Cada um precisa fazer sua parte para evitar os grandes incêndios. O ideal é que ninguém coloque fogo em nada. Agricultores, por exemplo, que costumam incendiar plantações para economizar, podem ter prejuízos materiais ou até físicos".

E existe um dado que ilustra a fala da autoridade. Segundo a Defesa Civil, só no ano passado, foram registrados 158 focos de incêndio em áreas de reserva florestal do Estado. Destes, mais de 140 foram causados por ação humana.

"Descarte de 'bitucas' de cigarro, lançamento de balões, fogueiras, queima de lixo e plantação... Essas ações podem acabar gerando grandes queimadas", ratifica o tenente Maxwel.

Operação estadual

No início do mês, o governo estadual deu início a uma operação para combater focos de incêndio no Estado. A ação visa diminuir o número de queimadas ao longo do período mais seco do ano, que vai de junho a outubro.

A operação mobiliza 4,7 mil profissionais, entre bombeiros militares e civis, policiais ambientais, agentes da Defesa Civil, brigadistas, voluntários e parceiros. O investimento é de quase R$ 73 milhões.