Roupas, caixas de papelão, cadeiras, embalagens de comida, pedaços de madeira, isopor e um colchão. Tudo isso está no estacionamento de uma farmácia que deixou de funcionar há dois meses na Vila Santa Cruz, em Franca.
Os objetos são de um homem em situação de rua, que, de acordo com comerciantes da região, tem ficado no espaço há pouco mais de um mês. A fachada ainda mostra letreiros da antiga farmácia, com propaganda de "preços baixos".
O local fica no cruzamento entre a avenida Alonso y Alonso e a rua Arnaldo Ricardo de Souza. Durante a manhã desta terça-feira, 18, o morador, que aparenta ter cerca de cinquenta anos, foi flagrado dormindo no estacionamento. O acúmulo de lixo gera reclamações de moradores e comerciantes.
O portal GCN/Sampi não conseguiu confirmar se o imóvel ainda está sob responsabilidade da rede de farmácias Popular Saúde, que ocupava o espaço. Além disso, tentou contato para saber se o terreno ainda será utilizado e se será limpo, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
Nesta quarta-feira, 19, a Prefeitura de Franca se manifestou afirmando que notificou o responsável pelas instalações da farmácia para que o local seja limpo. Além disso, o município afirma que continua realizando o Serviço Especializado de Abordagem Social e que o homem que está no estacionamento do estabelecimento que fechou é um dos atendidos.
Ao todo, com base nos dados do Cadastro Único, existem, atualmente, 677 pessoas em situação de rua inscritas nos programas municipais.
Nesta segunda-feira, 17, um homem foi encontrado morto dentro de um lava-jato, na Estação, em Franca. Existe a suspeita de que ele, que tinha 53 anos e estava em situação de rua, tenha morrido de frio, já que não existiam sinais de violência no corpo. A Polícia Civil registrou o caso como morte natural.
Mesmo questionada, a Prefeitura não se manifestou a respeito do caso do homem encontrado morto em um lava-jato, no início da semana.
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