10 de julho de 2026
A PASSOS LENTOS

Reforma na praça central de Franca gera onda de reclamações

Por Bruna Góis | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Requerimento Gilson Pelizaro
Novos bancos que estão sendo instalados na praça Nossa Senhora da Conceição

Prestes a vencer o prazo inicial de entrega, a reforma das praças Nossa Senhora da Conceição e Barão, no Centro de Franca, quase não andou. E o pouco do que foi feito já é suficiente para desagradar a quem frequenta a região central da cidade. A reportagem do GCN/Sampi esteve na praça nesta semana e ouviu a população. O ritmo lento das obras e a mudança no estilo de bancos são os principais alvos das queixas.

O investimento inicial para a revitalização das praças Nossa Senhora da Conceição e Barão estava previsto em R$ 2.423.118,56. Com o prazo inicial de 180 dias, as ações começaram em 4 de dezembro de 2023, mas, até o momento, pouco avançou.

A principal mudança na praça feita até agora é a implementação de uma arquitetura hostil. “Não sinto mais vontade de frequentar a praça, apreciando a vista. Os novos bancos não são confortáveis e tenho medo de cair, por algumas partes não ter encosto”, disse a vendedora aposentada Solange Martins, de 79 anos, que mora em frente à praça central.

“Os novos bancos são um risco para a segurança da população, podem causar mal-estar, dores na coluna e principalmente o risco de queda, caso não prestar atenção na hora de sentar”, observou a massoterapeuta e enfermeira Elisabete Moraes, 58 anos, moradora no bairro Cidade Nova.

O vereador Gilson Pelizaro (PT) apresentou um requerimento cobrando explicações da Prefeitura sobre a mudança no estilo dos bancos da praça Nossa Senhora da Conceição. “Os bancos não apresentam a segurança de vida para a população, além da reforma não estar respeitando a legislação que protege os patrimônios tombados da região, como o Relógio do Sol”, afirmou o vereador.

A Secretaria de Infraestrutura, por sua vez, disse que as revitalizações das praças seguem o projeto analisado e aprovado em reuniões pelo Condephat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Turístico) de Franca e pelo Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria de Governo e Relações Institucionais.