09 de julho de 2026
VIOLÊNCIA NAS RUAS

Número de mortes no trânsito dispara 100% em Franca em 2024

da Redação
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Reprodução
Mulher morreu atropelada na Cândido Portinari, no dia 20 de abril

Andar pelas ruas de Franca tem se tornado uma tarefa dura e perigosa. Somente neste ano, de janeiro a abril, dezesseis pessoas morreram no trânsito da cidade. Os dados do Detran, da plataforma Infosiga, divulgados nesta segunda-feira, 20, apontam que a principal causa de fatalidades foi os atropelamentos, com sete mortes.

Os números são exatamente o dobro do registrado no mesmo período do ano passado, quando oito pessoas morreram. As dez mortes registradas em fevereiro e março (seis e quatro, respectivamente) impactaram diretamente no aumento das fatalidades.

Além das sete mortes por atropelamento, a cidade registrou cinco acidentes fatais com motociclistas e quatro com ciclistas.

Para o capitão da Polícia Militar Régis Mendes, números baixos dificultam uma análise real do problema enfrentado pela cidade. “Fazer uma análise estatística com números muito baixos dificulta entender o que de fato ocorre. Nos três primeiros meses do ano passado ocorreram três mortes no trânsito. Esses números estão fora da média. Analisando os últimos cinco anos, de 2019 a 2023, com números maiores, é possível fazer uma análise mais qualitativa", diz o capitão, que foi responsável pelo trânsito de Franca por vários anos. "Nos cinco anos somaram 205 mortes distribuídas por meio de locomoção: 98 motociclistas, 48 pedestres, 36 automóveis, 21 ciclistas e 2 outros. Isso dá uma média de 3,42 mortes por mês”.

Outro dado importante divulgado pelo Detran é o número de mortes envolvendo ciclistas: foram quatro neste período em 2024. Este é o maior número registrado pelo órgão desde 2015, quando a plataforma do Infosiga foi lançada pelo Governo do Estado de São Paulo.

Para Régis, a melhor maneira de reduzir os números fatais da cidade é formar um pilar com educação, infraestrutura e esforço legal.

“A educação é o principal pilar para que se tenha um trânsito seguro. Os pilares são: Educação, Infraestrutura e Esforço Legal (multa, leis, justiça etc). Todos os países e cidades que buscam a redução da violência no trânsito investem nesses três pilares", continuou o capitão.

"Ter a infraestrutura ideal, e todos os órgãos envolvidos no esforço legal atuando da melhor forma possível, se não houver o comprometimento e o cumprimento das leis por parte dos usuários das vias, não se chega a um trânsito seguro”, disse ele.

Outro ponto que Mendes destaca é o entendimento da população de que o trânsito é um ambiente coletivo. “Por mais que a fiscalização seja presente, ela não estará em todas as vias, cabendo aos usuários escolherem respeitar as leis, mesmo quando não estão em locais com possibilidade de serem fiscalizados”, finalizou.