Uma mulher de 34 anos registrou um boletim de ocorrência na semana passada após sua filha de 11 anos receber ameaças por parte de alunos da escola onde estuda, no Jardim Brasilândia, zona Leste de Franca. As mensagens ameaçadoras foram enviadas via WhatsApp.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a criança recebeu mensagens pelo WhatsApp em tom de ameaças dizendo que iriam pegá-la na porta da escola, matá-la e puxar seu cabelo até ela colocar "três metros de língua para fora".
A mãe da vítima relata que a pessoa se identificou como uma estudante da mesma escola em que sua filha estuda, e levou o caso para diretora da escola, que prometeu verificar o ocorrido no dia 30 de abril, mas até o dia 1º de maio, data em que foi registrado o boletim de ocorrência, a direção não havia dado informação nem respaldo ao caso.
A mãe passou a ligar e mandar mensagens no número na tentativa de descobrir quem seria o autor das ameaças e percebeu que a foto do perfil não era da estudante. Após diversas tentativas, uma mulher atendeu o celular, e a mãe perguntou se conhecia alguém que estuda na mesma escola que a sua filha.
A mulher disse que seu neto estuda no mesmo colégio e que o telefone de contato seria para uso de seus dois netos. Depois de desligar a ligação, logo em seguida um homem ligou e disse que era avô do dono do telefone de contato. A mãe da vítima explicou todo o ocorrido, mas a pessoa desligou a ligação.
A mãe da vítima foi orientada pelo delegado de plantão a entrar com uma representação criminal contra os autores das ameaças no prazo de seis meses, caso seja necessário.
Secretaria da Segurança do Estado
Em nota, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo disse que repudia todo ato de incitação à violência dentro ou fora do ambiente escolar, e assim que tomou conhecimento da ocorrência, a direção da unidade acionou os responsáveis pelas alunas, passando orientações e mediando o conflito. Uma equipe do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva) e psicólogos nas escolas estão acompanhando o caso, segundo o órgão.