O trânsito caótico, que resulta em transtorno diário à população que trafega nas vias de acesso aos bairros da zona Oeste e Norte de Franca, levou um francano a confeccionar uma maquete "caseira" apontando obras alternativas para acabar com o problema naquela região da cidade e cobrar uma solução junto às autoridades.
O comerciante Ronaldo Giolo, 64 anos, que mora naquela região e sofre com os congestionamentos, apresentou o projeto artesanal aos vereadores durante a sessão da Câmara Municipal, nesta terça-feira, 7.
“Um dia eu precisei fazer um percurso desde a Vila São Sebastião até a Vila Resende, em horário de pico e levei em torno de 35 minutos, achei muito tempo. Então, resolvi fazer um projeto indicando soluções para resolver esse caos”.
O projeto contempla a abertura de vias secundárias paralelas à rodovia Cândido Portinari, com novas alças de acesso aos bairros e um novo pontilhão sobre a própria rodovia, no trecho entre a Vila Santa Luzia e Jardim Guanabara. A ponte seria uma extensão da avenida Higino Teixeira da Rocha, até o outro lado da pista, com saída para os bairros da zona Oeste e Norte.
“A avenida Higino Teixeira acaba próximo à rodovia e ela passaria para o outro lado, fazendo um pontilhão de integração, com acesso à rodovia e a vários bairros, desde o Engenho Queimado até o Portinari, Tropical e Leporace”, explicou Giolo.
O munícipe comerciante 63 horas para confeccionar a maquete, com cerca de 1 metro de largura e 1,80 de comprimento, feita com isopor, palitos de picolé, espuma e madeirite. “Ela (maquete) foi confeccionada em 63 horas paulatinamente, com produto reciclável. E o povo precisa de uma solução. Trouxe para o pessoal ver que é um projeto que pode dar resultado”, disse.
A Prefeitura de Franca já apresentou recentemente um projeto oficial à Secretaria de Infraestrutura do Estado de São Paulo e à própria Arteris ViaPaulista, concessionária que administra a rodovia. A reivindicação de melhorias no trecho urbano da Cândido Portinari é antiga e nunca saiu do papel.