11 de julho de 2026
EDUCAÇÃO

Pais de alunos relatam falta de merenda nas escolas em dia de paralisação em Franca

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem/GCN
Dia de paralisação reúne centenas de servidores do município nesta segunda-feira

A paralisação de parte dos servidores municipais da Prefeitura de Franca, na manhã desta segunda-feira, 18, teve reflexo na rede de ensino. Várias escolas foram afetadas por falta de merendeiras e, consequentemente, alunos ficaram sem a alimentação.

A paralisação foi deflagrada pelo sindicato da categoria por não aceitar a proposta da Prefeitura. A categoria pede 15% de aumento salarial, mas a administração oferece a reposição da inflação, que é de 3,86%, sobre os vencimentos dos funcionários, do cartão alimentação e do abono salarial.

Os servidores se reuniram em frente à sede do Sindicato e depois se deslocaram até a Prefeitura para protestar. Funcionários dos setores de Saúde, Obras e Ensino aderiram ao movimento em maior número.

Depoimentos
Kátia Maria Candido Silva, que tem uma filha que estuda no período da manhã na EE Evaristo Fabrício, no Jardim Aeroporto I, zona Sul, relata que a filha chegou à sua casa passando mal. “Minha filha chegou em casa chorando com dor de cabeça e fome porque não tinha comida. Liguei na secretaria da escola eles disseram que mandaram pão com presunto e mussarela, mas algumas escolas ficaram sem, na parte da manhã. Amanhã vou mandar lanche para ela não ficar com fome”, disse.

Verônica Aline de Souza, disse que o próprio diretor da EMEB Frei Lauro de Carvalho, Borges, zona Leste, avisou aos pais na entrada da escola sobre a paralisação. Por conta disso, Verônica resolveu não deixar o filho na escola na manhã desta segunda-feira. “Ele (diretor) disse que os alunos poderiam entrar, mas que não haveria aula e que não marcaria falta para quem não quisesse deixar os filhos. O meu não ficou, mas aqueles que foram de van ficaram. Verônica acrescentou que "os pais estão perdidos sem saber se mandam ou não os filhos para as escolas amanhã (terça-feira)”.

A reportagem também recebeu informações que as escolas de período integral, que ficam na zona Leste da cidade, EE Angelo Gosuen e a EE Benedito Eufrásia Marcondes, pediram para os pais buscarem os filhos na hora do almoço.

Outra mãe, Márcia Ferreira Carrijo, relata que foi servido na escola bolacha e suco, na EMEB Etelgina Viveiros, no Bairro Júlio D’Elia, provocando reação alérgica no filho. “Meu filho é intolerante à lactose e chegou em casa todo empolado (reação alérgica). Essa paralisação também afeta a saúde. “Eles já sabiam sobre a paralisação desde semana passada, e deveriam ter avisado que eu poderia ter enviado um lanche apropriado”.   

Prefeitura 
A Prefeitura de Franca foi procurada ainda durante a paralisação para se posicionar sobre o movimento e o impacto no serviço público, mas não respondeu até a publicação desta matéria. Se houver manifestação, o posicionamento será publicado.