Impulsionado pelos setores de Serviços e Indústria, Franca encerrou o mês de janeiro com 1.519 empregos criados, conforme dados divulgados nesta sexta-feira, 15, pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O resultado é o saldo proveniente de 5.743 admissões contra 4.224 demissões registradas no período.
Comparado com janeiro de 2023, quando o saldo foi de 1.486 contratações, houve um crescimento de 2,22% no mercado empregatício no município de 352 mil habitantes.
Com o final dos contratos temporários e demissões para “enxugar” a folha salarial em dezembro, janeiro comumente é marcado por recontratações na Indústria. Realidade que se repetiu em 2024. Liderando os dados, o setor teve 1.838 admissões, contra 918 desligamentos – totalizando 917 postos criados. Apesar de positivo, é o pior primeiro mês de um ano desde 2020, quando começou a operar o Novo Caged.
Principal área da indústria francana, o cenário não é positivo para as fábricas de calçados. O presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão, informou que 3.029 postos foram fechados em 2023. “Em outros anos de muitos pedidos, que é o normal, conseguiríamos recontratar essa mão de obra no primeiro trimestre. Coisa que não aconteceu nos últimos anos, e neste ano a previsão é que não consigamos. No mês de janeiro readmitimos 657 funcionários”.
Cenário de insegurança causado pelas incertezas econômicas, e a instabilidade política e jurídica. Os sapateiros enfrentam tributação nos produtos nacionais, enquanto os importados até US$ 50 – em torno de R$ 250 – estão zerados; guerra fiscal entre os estados; e a desoneração da folha salarial em perigo. “Tudo isso aí vem prejudicando o setor. Vamos aguardar os acontecimentos. O que vai vim pela frente e os governos estadual e federal poderão fazer”.
Outros setores
Serviços ficou na segunda colocação, com 599 empregos criados. Construção encerra o pódio, com saldo de 141.
No outro lado da balança, Agropecuária (-28) e Comércio (-110) ficaram no negativo em janeiro. Historicamente, ambos os setores acumulam mais demissões do que contratações em janeiro.