11 de julho de 2026
CAMINHÕES

Pesados seguem proibidos na balsa de Delfinópolis; Furnas descarta responsabilidade

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação
Travessia entre Cássia e Delfinópolis, no Estado de Minas Gerais, é feita através de balsas há mais de cinco décadas

O decreto assinado pela prefeita Suely Lemos (Solidariedade) na última sexta-feira, 8, proibindo a passagem de veículos pesados como biarticulados, bitrem, rodotrem, canavieiro e julieta, no Porto de Delfinópolis, segue em vigor nesta segunda-feira, 11.

A decisão foi tomada após um incidente registrado no dia anterior, na quinta-feira, 7, quando uma carreta teve a parte traseira afundada no rio ao tentar entrar na embarcação.

O decreto da prefeitura revela que as balsas utilizadas para a travessia não possuem capacidade para veículos com peso acima de 55 toneladas.

Nesta segunda-feira, a Prefeitura de Delfinópolis informou à equipe de reportagem que a prefeita participará de uma reunião com a administração e a linha de frente da balsa para discutir e definir se o decreto permanecerá de forma definitiva ou se será estabelecido por tempo determinado. Também estará em pauta a revogação da decisão e um novo decreto permitindo passagens de tais caminhões pesados em horários pré-estabelecidos. Enquanto isso, a proibição segue sendo mantida no porto.

Delfinópolis é banhada pelo Rio Grande, onde se encontra a represa da Usina Hidrelétrica Marechal Mascarenhas de Moraes, de responsabilidade de Furnas. Para chegar na cidade por quem trafega no sentido Cássia-Delfinópolis é necessário a travessia pela balsa em um trajeto de aproximadamente 25 minutos.

Tal situação da proibição da travessia de veículos pesados joga para o Executivo da Delfinópolis a responsabilidade de resolver o imbróglio na travessia, já que Furnas, por sua vez, informou que "o Termo de Cooperação Técnica firmado entre a empresa e os municípios para o transporte fluvial nos reservatórios de Mascarenhas de Moraes e Furnas estabelece que é responsabilidade do poder público local a operação e manutenção preventiva das embarcações".