11 de julho de 2026
8 DE MARÇO

Mulheres fazem vigília em memória das vítimas de feminicídio em Franca

Por Igor Araújo | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução
Manifestação na Praça Central de Franca nesta sexta-feira, 8 de março: homenagem às vítimas de feminicídio, violência de gênero e violência política

Nesta sexta-feira, 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, a Resistência Feminista de Franca realizou uma vigília na Praça Central da cidade. O evento teve como objetivo prestar homenagem às vítimas de feminicídio, violência de gênero e violência política.

Durante a vigília, os participantes tiveram a oportunidade de acender velas em homenagem às vítimas e deixar mensagens em um varal com o tema "o que você teria dito a elas". O evento contou com a presença do deputado estadual Guilherme Cortez (Psol), integrantes do Conselho Municipal da Condição Feminina de Franca e familiares de vítimas de feminicídio.

A iniciativa visa chamar atenção para a urgência de tratar a causa das mulheres e entender por que a violência contra a mulher em Franca tem crescido tão exponencialmente, segundo as organizadoras do movimento. A vigília também serviu como um momento simbólico para promover reflexão e solidariedade entre os participantes, segundo elas.

Nos últimos seis meses, casos marcantes de feminicidio chocaram a cidade de Franca como o caso de Vanessa Eduarda Souza Bertolina, de 33 anos, que morreu queimada em sua casa na tarde de 27 de setembro no Parque Vicente Leporace, na região Norte de Franca.

Em fevereiro de 2024, logo no início do ano, Franca já registrou um feminicidio. Sara Cristina Candeias Carvalho, de 24 anos, foi morta carbonizada pelo marido, deixando uma filha de apenas 6 meses de idade. Pouco menos de dois meses depois de ter sido violentamente espancada pelo companheiro, ela foi morta queimada por ele no Jardim Aeroporto II, zona Sul de Franca.