Um homem de 67 anos foi socorrido em estado grave após a moto que pilotava ser atingida na traseira por um carro na rodovia Fábio Talarico, que liga Franca a São Joaquim da Barra, no dia 21 de novembro de 2023.
Após três meses desde o acidente, o idoso continua internado. No entanto, além da preocupação com o estado de saúde do patriarca, os familiares relatam episódios que classificam como "grosseria e antiprofissionalismo" dos funcionários da Santa Casa de Franca.
O idoso está em sua terceira internação desde a colisão. "Quando ele está nos quartos de enfermaria, sofremos com o descaso, como: as enfermeiras deixam ele horas sujo, sem trocar a fralda; medicações sendo ministradas em horários incorretos; e aspiração de traqueostomia não efetuada conforme necessidade", lista a filha Larissa Gonçalves de Carvalho.
Segundo Larissa, os problemas se estendem até a acompanhante que foi contratada pelos familiares acompanhá-lo. "Disse que ela deve aspirar o paciente, sendo que isso é uma responsabilidade dos profissionais do hospital, uma vez que se acontecer alguma intercorrência, a responsabilidade recairá na pessoa errada".
A filha disse que a médica havia pedido para algum familiar conversar com ela sobre o quadro de saúde do idoso no último domingo, 25, das 8h às 9 horas. O irmão de Larissa chegou às 7 horas, e apenas às 11 horas, horário das visitas, foi liberado para subir para conversar com a profissional.
"Chegando no quarto, vimos que o antibiótico que meu pai deveria tomar às 2h estava no chão. Isso mesmo: no chão, ele não tomou. Depois que ele foi para o hospital, adquiriu três novas bactérias, mas não está sendo tratado de forma correta, uma vez que a medicação não é ministrada nos horários corretos", afirmou.
Medicamentos em horários inadequados não foi o único procedimento médico questionado pela filha. "Na semana passada deixaram o tubo conector de bipap na traqueostomia muito sujo durante toda noite, e foram trocar por volta das 11 horas do próximo dia. Um paciente com infecção e bactérias resistentes com esse tratamento?".
Situação que tornou-se insustentáveis para todos. "Não aguentamos mais tanto descaso e desrespeito com meu pai, família e acompanhantes. Já colocamos na ouvidoria e nada se resolve. Não escolhemos estar nessa situação, já as enfermeiras e médicos escolheram a profissão, então devem exercer seus papéis corretamente".
Outro lado
Procurada pela reportagem para comentar o caso, na tarde da última quarta-feira, 28, a Santa Casa de Franca não se posicionou até o fechamento deste texto.
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