Dezenas de pessoas participaram da caminhada em defesa da liberdade religiosa em Franca neste domingo, 25, promovida pelo Comdecon (Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Franca).
O movimento foi motivado pelo episódio que ocorreu no dia 26 de janeiro quando policiais militares foram acusados de cometerem intolerância religiosa durante uma ação em um terreiro de candomblé, localizado no bairro Jardim Martins.
"Este ato pediu por mais respeito e menos negligência com as religiões de matrizes africanas na nossa cidade foi essencial", disse o ativista e manifestante Lê Magalhães.
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A concentração ocorreu na praça João Mendes, com destino à praça Zumbi dos Palmares. Realizado no período da manhã, o movimento contou com a participação do deputado estadual Guilherme Cortez (Psol).
"A caminhada pela Liberdade Religiosa foi um momento histórico para o município. Dezenas de pessoas se reuniram para compartilhar sua fé. Estiveram presentes representantes das religiões de matriz africana (candomblé e umbanda), católicos, espíritas, franciscanos e budistas", afirma a presidente do conselho, Rose Morais.
Diversidade que foi representada pelas ruas e avenidas de Franca, mostrando sua força e que não se calará em futuros abusos. "Hora de refletir e lembrar que a tolerância e o respeito pelas diversas religiões nos unem e nos aproximam. O diálogo ainda é a melhor forma de aprender sobre a diversidade desse tema", completa.
Lê disse que a Caminhada também serviu como provocação para que todos pensem no atual cenário político da cidade.
Matéria atualizada dia 26/02/2024 às 11h20