Os casos de dengue não param de subir em todo o país, inclusive em Franca. Segundo dados da Secretaria de Saúde, até esta terça-feira, 20, a cidade contabilizava 582 casos positivos da doença, com uma morte. E na esteira dos novos casos diários, a venda de repelentes cresce na mesma proporção. Mas você sabe qual comprar?
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os produtos para repelir o mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, são de dois tipos: repelentes para aplicação na pele e produtos para uso no ambiente. E atenção: não existem produtos de uso oral, como comprimidos e vitaminas, com indicação aprovada para repelir o mosquito, alerta a Anvisa.
Vale lembrar que repelentes e inseticidas precisam ter aprovação e estarem registrados na Anvisa. A lista pode ser consultada em https://www.gov.br/anvisa/pt-br /. Tire outras dúvidas a seguir.
Uso na pele
Uso no ambiente
Os produtos mais utilizados para uso no ambiente são inseticidas e repelentes. Eles devem ter a substância ativa e os componentes complementares (solubilizantes e conservantes) aprovados pela Anvisa.
Aparelhos elétricos funcionam?
Nota da Anvisa alerta que os repelentes em aparelhos elétricos ou espirais não devem ser utilizados em locais com pouca ventilação nem na presença de pessoas asmáticas ou com alergias respiratórias. Podem ser colocados em qualquer ambiente da casa, desde que estejam, no mínimo, a dois metros de distância das pessoas.
Os equipamentos que emitem vibrações, CO2 ou luz, e também plantas e sementes que funcionariam como atrativos para os mosquitos ou equipamentos com outras tecnologias não são considerados saneantes passíveis de regularização junto à Anvisa.
A Anvisa alerta que os inseticidas chamados “naturais”, à base de citronela, andiroba, óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia. Ou seja, as velas, os odorizantes de ambientes e incensos que indicam propriedades repelentes de insetos não estão aprovados pela Agência. O óleo de neem, que possui a substância azadiractina, é aprovado pela Anvisa para uso em inseticidas, mas o produto deve estar registrado.
Grávidas
A Anvisa esclarece que não há qualquer impedimento para a utilização de repelentes por mulheres grávidas, desde que estejam devidamente registrados na Agência. É importante, porém, que o médico que acompanha a gravidez seja consultado.