Os casos de dengue em Franca triplicaram neste começo de ano e já exigem ações mais efetivas das autoridades no combate à doença. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, foram registrados 289 casos positivos entre os dias 1º de janeiro e 6 de fevereiro de 2024. No mesmo período do ano passado, foram registrados 90 casos, o que corresponde a uma diferença de 221%. Esse número aumenta ainda mais, uma vez que outros 51 casos registrados são importados.
A secretária de Saúde, Waléria Mascarenhas, já adiantou que a cidade deverá contar com o serviço de nebulização - "fumacê" -, mas a Prefeitura não divulgou a data. Enquanto isso, a secretária pede a ajuda da população, dizendo que o município sozinho não vai dar conta de combater a doença.
“Os agentes estão passando nas residências, e gostaria que a população recebesse esses agentes para que eles possam estar entrando nas casas para analisar se há algum criadouro e orientar as pessoas. Só a Prefeitura não vai dar conta, nós precisamos da ajuda da população no combate a esse mosquito”, pediu Waléria.
Ela informou também que as unidades de saúde estão com profissionais capacitados na área para atender e acolher pacientes com sintomas da doença. “Estamos com uma ação nas nossas unidades de urgência, com pessoas da Vigilância fazendo orientação à população em relação ao mosquito e como eliminar os criadouros nas residências”, acrescentou.
Segundo uma análise da Vigilância sobre a ADL (Avaliação de Densidade Larvária), o resultado aponta alguns bairros com maior registro de casos positivos como Jardim Ângela Rosa e Vila Scarabucci, zona Sul da cidade; Panorama, Paulistano e São Francisco, bairros da zona Leste.
Waléria Mascarenhas reforça o pedido para a população colaborar no combate à doença que deixa a cidade em estado de alerta neste começo de ano. “O clima atípico deste começo de ano, com altas temperaturas e muita chuva, tem contribuído para a proliferação do mosquito. Se cada um fizer sua parte, em olhar dentro da sua casa ou estabelecimento comercial e eliminar os focos, conseguimos diminuir esses números”.