O pedreiro acusado de espancar e matar sua namorada, Geni Miranda, de 65 anos, utilizando um extintor, vai a júri popular no próximo dia 29 de fevereiro. Altevir Rocha de Oliveira, de 44 anos, é acusado de espancar a mulher até a morte. Ele vai responder por homicídio qualificado.
O crime aconteceu dia 24 de abril de 2022 dentro da residência da vítima no Jardim São Luiz, em Franca.
A Polícia Civil, após investigação conduzida pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, formalizou as acusações de feminicídio no dia 23 de junho do mesmo ano.
A Justiça de Franca decretou a audiência de instrução e julgamento para o dia 29 deste mês às 9 horas, no Fórum de Franca. O julgamento será conduzido por um júri popular e terá como base as acusações de homicídio qualificado, sendo que a morte de Geni Miranda resultou de politraumatismo causado por um agente contundente, neste caso, um extintor.
Após ser ouvido em junho de 2022, durante o interrogatório, Altevir Rocha acompanhado de seu defensor, disse que ele e Geni tiveram uma discussão por causa de ciúmes da vítima. Ele assumiu que desferiu um soco contra o rosto de Geni, mas que não se lembrava de mais nada após a agressão, tendo em vista que ambos ingeriram bastante bebida alcoólica no dia.
O advogado da família de Geni também esteve na delegacia na data do indiciamento e levou uma mochila com roupas do pedreiro que ainda estavam na casa da vítima.
Desde o dia da morte de Geni, os familiares suspeitavam de Altevir. Segundo uma das irmãs da vítima, a relação do casal era abusiva, e eles viviam brigando.
No dia do crime, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado. A casa onde a vítima morava estava toda revirada. Uma pá de lixo de lata foi encontrada danificada na parte do cabo de madeira. Um extintor de incêndio estava caído, e na parede do cômodo havia sinais do extintor, que teria sido usado para atingir a aposentada.