11 de julho de 2026
VIOLÊNCIA SEXUAL

Número de estupros em Franca dispara em 2023; zona Norte concentra maioria dos casos

Por Igor Araújo | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
A maioria dos casos de estupro ocorre em situações onde o agressor é conhecido da vítima, muitas vezes no ambiente familiar

Os registros de casos de estupro no ano de 2023 em Franca dispararam em relação aos últimos cinco anos, segundo dados fornecidos pela SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo). No total, de 2019 a 2023, esse tipo de crime na cidade apresentou um aumento de 372%, um índice que chama a atenção pela escalada da violência sexual na cidade.

Em 2023, o número total de casos atingiu a marca de 118, contra 25 registros de 2019, há cinco anos. Em 2020, o número total foi de 60 estupros; em 2021, 84; e 2022, 80 casos registrados.

Dos 118 casos registrados em 2023, 87 foram estupro de vulnerável, quando há a relação sexual ou prática de outro ato libidinoso com menores de 14 anos ou ou a prática do ato com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o discernimento para a prática do ato.

A  zona norte de Franca, que tem bairros como Leporace, Parque do Horto, Jardim Luiza, Vila Santa Terezinha, Vera Cruz, Nova Franca, Parque Moema, Tropical, Portinari, entre outros, é a região da cidade com maior número de registros: dos 118 casos de estupro registrados em 2023, 38 correspondem à região Norte, equivalente a um percentual de 32,2% dos casos.

No último final de semana, o GCN Sampi contou a história  de uma vítima de estupro, uma jovem que sofreu abuso com apenas 13 anos de idade. A matéria destaca a dificuldade enfrentada pela vítima para compreender sua situação e a importância de buscar ajuda.

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Diante desse cenário, a SSP informa que a maioria dos casos de estupro ocorre em situações onde o agressor é conhecido da vítima, muitas vezes no ambiente familiar. Esta situação dificulta tanto a prevenção por parte das autoridades quanto a denúncia por parte da vítima, contribuindo para altos índices de subnotificação.

Para combater essa problema, o Governo do Estado realiza campanhas frequentes incentivando as mulheres a denunciarem os agressores. As denúncias podem ser feitas em qualquer delegacia do Estado ou nas 140 unidades territoriais da Delegacia de Defesa da Mulher, incluindo as DDMs online e as 77 salas DDM em plantões policiais. A vítima tem atendimento 24 horas por dia, evidenciando a importância de não se calar diante da violência.

O protocolo "Não se Cale", desenvolvido pela Secretaria de Políticas para a Mulher, busca encorajar as vítimas a romperem o silêncio e denunciarem seus agressores. Um chamado à ação coletiva para enfrentar e combater o crescimento alarmante dos casos de estupro.