10 de julho de 2026
MEDO

Homem usa tábua de passar para invadir residência em Franca à luz do dia

Por Igor Araújo | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
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Momento em que o homem subiu em uma tabua de passar para pular na residência

Uma família que mora no Jardim Boa Vista em Franca passou por momentos de medo na tarde desta terça-feira, 2. Uma câmera de segurança de uma residência vizinha filmou um homem passando pela porta da casa, observando a movimentação e usando uma tábua de passar roupas para subir no muro e pular na casa que fica na Rua Francisco Mendes de Oliveira.

Após entrar na residência, o invasor percebeu que tinha gente no imóvel e fugiu. Segundo informações da moradora Fernanda Pereira, de 44 anos, ela estava em casa com seu marido e seu filho autista de 8 anos. Foi o garoto que percebeu que tinha uma pessoa na garagem e avisou os pais.

"Estávamos em casa. Meu marido dormindo em um colchão na sala. Eu e meu filho passamos pela sala e eu fui para garagem. Meu filho avisou que tinha um homem dentro de casa, mas como ele não entendeu ser uma pessoa com más intenções, ele falou bem calmo. Ele (invasor) ficou escondido perto de uma pilastra. Chamei meu marido, que gritou e ele pulou de volta pra rua", explicou Fernanda.

Muito assustada, a moradora acionou a Polícia Militar, mas o homem conseguiu fugir.

Vizinhança
Fernanda, junto com outros moradores, reclama do local ser próximo ao Centro Pop (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua) e que não é a primeira vez que acontece tentativa de furto no bairro Boa Vista, que fica ao lado da Vila Formosa onde esta localizado o Centro Pop.

"Já roubaram fiação do poste de energia da minha casa. Já roubaram todos os puxadores de metal dos portões. Tentaram pular o muro do quintal, mas os cachorros os assustaram. Toda vez acionamos a Polícia Militar, mas nunca acontece nada", afirmou Fernanda Pereira, indignada.

Tatiane Valeriano, de 40 anos, que também mora no  Boa Vista, conta que o bairro  está muito perigoso e já viu até gente armada andando na rua. "Semana passada eu saí de carro, um moleque, um cara, estava usando droga aqui perto da minha casa e me xingou. Eu só estava olhando se o meu portão estava fechado. O cara fez um xingamento que até hoje eu não me conformo porque eu nunca fui xingada de um nome feio desse jeito, sabe? Então, está muito difícil. Sem falar que estão entrando nas casas com moradores em casa, sabe? À luz do dia eles não estão preocupados, está muito difícil.Aaqui na rua nós já nos deparamos com homens armados correndo atrás de moradores de rua. Não sabemos o que fazer", afirmou Tatiane.

O que diz a prefeitura
Reclamações de moradores próximo ao Centro Pop em Franca são constantes sobre importunação, constrangimentos, furtos, bagunça e uso e tráfico de drogas.

O prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (MDB), abordou a questão dos moradores em condição de rua durante sua coletiva de prestação de contas de seus três anos de governo, nesta quinta-feira, 28. O tema é um dos mais polêmicos da atualidade, e em Franca não é diferente.

Atualmente, o número de moradores de rua na cidade chama atenção. Além dos cerca de 130 atendimentos diários no Centro Pop, outro grande número de pessoas fica aos arredores do equipamento social. Reclamações de moradores sobre importunação, constrangimentos, furtos, baderna, uso e tráfico de drogas são uma constante.

Questionado se essa questão é uma pedra no sapato de sua administração, Alexandre Ferreira disse que não. “A preocupação do prefeito tem que ser com a cidade inteira, não só com um ponto (bairro). A gente tem pessoas qualificadas para isso e somos referência nacional com o cuidado com moradores de rua. Na pós-pandemia, segundo dados da ONU, aumentou em 23 a 25%o número de moradores de rua no mundo. Na cidade de São Paulo, hoje se fala perto de 130 mil moradores nessa condição”, disse o prefeito após a coletiva.

"Temos agido com o apoio da Polícia Militar, Civil, para combater esse tráfico travestido de morador de rua. Isso a gente não pode aceitar. O morador de rua tem direito de ficar aonde ele quiser. A gente só intervém de maneira mais dura, isso por força de legislação, quando ele cria problema para a sociedade. Mas o Ministério Público e a Defensoria Pública falam que eles têm que estar lá, e eles têm direito. Meu papel é oferecer serviço para que ele deixa aquela condição de rua, e isso a gente tem oferecido 100%”, disse ainda o prefeito.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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