Enquanto muitos francanos correm atrás de fogos de artifício para comemorar a chegada de 2024, tutores de animais domésticos se apressam para garantir a segurança e um pouco de conforto para os seus animais de estimação.
Para se ter ideia, de acordo com farmácias que comercializam medicamentos veterinários na cidade, a venda de essências florais medicinais e fitoterápicos triplicou na última semana. Mas quem pretendia abrir mão deles nesta virada precisa saber que já não adianta mais comprá-los. Para fazer o efeito esperado, segundo a veterinária Alana Faria Corral Giroto, o ideal é que a aplicação comece com sete a 20 dias de antecedência.
Mas, então, como proceder? Ficar ao lado do pet dentro de casa e tentar distraí-lo com petisco é um dos caminhos. “Para minimizar o sofrimento, tente não deixar o animal sozinho na hora dos fogos. Ele precisa ficar em um ambiente confortável e onde o barulho fique mais abafado”, diz Alana.
Em alguns casos, diz, talvez seja necessário dar um calmante. Mas isso só deve ser feito com a orientação de um veterinário. Dar qualquer remédio para o animal não é uma boa opção.
Algodão e plaquinha
Para quem não quiser medicar seu pet, há, ainda, a opção de utilizar algodão siliconado, bloqueio mecânico que ajuda a reduzir, temporariamente, a capacidade de audição dos animais.
Alana Giroto afirma que, mesmo com todos os cuidados, ainda assim é possível que o animal fuja na hora do desespero. Por isso, é fundamental colocar uma coleira com plaquinha de identificação do animal, com nome e número de telefone do tutor. E a medida vale para cães e gatos.
Riscos
Thaís Viotto, presidente do Comupda (Conselho Municipal de Proteção e Defesa Animal) e da Comissão de Proteção e Defesa Animal da Subseção Bauru da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), destaca que o pets não devem ser deixados sozinhos no momento da queima de fogos. Eles podem tentar fugir por causa do medo.
Ela alerta que em uma situação de desespero, os animais são capazes de pular janelas e muros, passar por espaços que não conseguiriam normalmente, como frestas de portões, e até se machucarem.
Por isso, Thaís diz que cães não devem ficar presos na coleira ou guia. “Há risco de enforcamento”, alerta. O melhor é que os animais fiquem dentro de casa, acompanhado do tutor. “Ele pode distrair o animal com petiscos ou brinquedos. Além disso, hoje existem playlists em plataformas de áudio que também ajudam a acalmar os animais”, diz.
O que diz a lei
Desde novembro de 2020, a lei proíbe a comercialização e uso de fogos de artifícios em Franca que seja acima de 65 decibéis. Isso significa que o nível de som permitido é como o barulho de um chuvisco ou como um choro de bebê, que tem o nível de 60 decibéis. No mais, qualquer artefato que ultrapasse os 65 decibéis está proibido por lei e sujeito a multa.
Matéria veiculada pelo GCN/Sampi alerta que o valor da autuação depende da gravidade do caso. A multa pode chegar a R$ 1.600.
A fiscalização é feita pela Vigilância Sanitária e Departamento de Posturas, em estabelecimentos que comercializam os produtos e também com o registro de denúncias de eventos, que estejam fazendo a utilização dos fogos de artifício com estampido. Uma equipe vai até o local para analisar a situação e fazer as devidas autuações.
A proibição vale para qualquer local que esteja dentro da cidade. Denúncias podem ser feitas pelo e-mail: visam@franca.sp.gov.br ou pelos telefones 3711-9408 e 153 da Guarda Civil Municipal.