10 de julho de 2026
NO BOLSO

Câmara de Franca é a sexta mais 'econômica' no Estado, aponta TCE

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Câmara de Franca: entre as cidades com menores custos de manutenção

Um levantamento divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo aponta os gastos dos municípios para manter as suas Câmaras Municipais. A pesquisa detalha o custo total de cada Câmara dividido pela quantidade de habitantes.

A cidade de Franca ocupa a 6ª posição com menor gasto com a casa de leis em todo o Estado de São Paulo. O município tem uma despesa de R$ 39,68 por pessoa para manter a Câmara, levando-se em conta o total de 352.537 habitantes. Somada, a despesa total é de R$ 13.987.870,92.

Com esses números, Franca fica atrás somente das cidades que ocupam as cincos primeiras posições  no ranking, que apresentam menores gastos com as Câmaras no Estado: 1ª Bariri, R$ 29,39 per capita; 2ª São João da Boa Vista, R$ 29,47; 3ª Orlândia, R$ 34,78; 4ª Botucatu, R$ 36,92; 5ª Itaquaquecetuba, R$ 38,75 .

Na região de Franca, algumas cidades se destacam entre os municípios que mais gastam para manter as Câmaras. Rifaina, que tem uma população de 4.049 habitantes, gasta R$ 283,16 por pessoa; e Jeriquara, com 3.863 habitantes, tem uma despesa de R$ 228,39 per capita.

No Estado, a Câmara Municipal "mais cara" em valores totais, exceto a capital, é a de Guarulhos, com custo de R$ 118,3 milhões. Na sequência, vem Campinas, com despesas de R$ 117,8 milhões, e Osasco, R$ 80,8 milhões. Por pessoa, os maiores gastos ficam com as Câmaras de Borá (R$ 975,60), Nova Castilho (R$ 928,70) e Flora Rica (R$ 845,25).

Veja abaixo os gastos com pessoal e custeio per capita das Câmaras Municipais da Região Administrativa de Franca:

“Não há dúvida de que as Câmaras são importantíssimas, mas não é razoável termos municípios em que elas custam mais até do que a cidade pode arrecadar. Afinal, isso significa que recursos que deveriam ser usados na saúde e na educação, por exemplo, estão indo para os Legislativos”, comentou o presidente do TCE-SP, Sidney Beraldo.

“Damos publicidade a esses dados justamente para que a população cobre os gestores e exija as mudanças necessárias para reverter essa situação. O controle social existe para isso”, afirmou.

Os dados se referem ao período entre setembro de 2022 a agosto de 2023, segundo o TCE-SP. Os dados também apontaram que o custo total com as Câmaras supera R$ 3,5 bilhões por ano nos 644 municípios paulistas, não incluindo a capital. O valor indica alta em comparação ao intervalo anterior, de maio de 2022 a abril de 2023, quando o custo total chegou a R$ 3,4 bilhões.