09 de julho de 2026
VAQUINHA

Mãe pede ajuda para comprar órtese craniana para filho de 5 meses

Por Clara Meireles | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Axl Borges, de 5 meses

Axl Borges tinha apenas 2 meses de idade quando sua mãe, Suzemeike Borges, notou, através de fotos, que o pescoço do bebê sempre estava na mesma posição. Além disso, quando mamava de um dos lados, Axl sempre chorava bastante. A mãe chegou a comentar com uma pediatra do SUS, que disse que aquilo era normal no processo de crescimento dos bebês.

Ainda estranhando alguns comportamentos e vendo que o filho se mantinha muito tempo na mesma posição, Suzemeike iniciou uma pesquisa por conta própria e se deparou com um diagnóstico de Torcicolo Congênito, que é relacionado à posição da criança na gestação e pode ter diversas causas.

Ela decidiu, então, levar o bebê a um médico especialista em Ribeirão Preto, que fez o relatório com o diagnóstico de Torcicolo Congênito e, consequentemente, Assimetria Craniana. A condição se dá pela forma que o crânio da criança se forma. A de Axl é considerada do tipo Plagiocefalia Severa, que é caracterizada por um "amassadinho" na parte lateral da cabeça e, se não for tratado nos primeiros meses de vida, pode trazer prejuízos tanto estéticos quanto motores, como problemas com a marcha, escoliose e enrijecimento da musculatura do pescoço.

“A condição dele no momento é fisioterapêutica, é o que pode ser feito até que ele consiga a órtese. Ele faz fisioterapia duas vezes por semana na Unifran, gratuitamente. E os exercícios me foram passados para executar em casa, tanto para o torcicolo, para que ele não tenha a musculatura do pescoço enrijecida, tanto posicional, para que ele não fique pressionando a parte que já é amassadinha no colchão”, conta a mãe de Axl.

A órtese craniana, recomendada pelo especialista, é uma espécie de capacete, que ajudará na correção da assimetria, impedindo que a condição se agrave rapidamente. O valor do equipamento é de R$ 15 mil. Suzemeike, que é mãe solo e no momento está desempregada e sem vagas na creche para Axl, achou na vaquinha uma maneira de conseguir o equipamento e iniciar essa etapa do tratamento de seu filho, que hoje está com 5 meses.

“Quando é para filhos, a gente não mede os esforços”, diz Suzemeike, sobre a criação da vaquinha, que relutou por algum tempo por conta da exposição.

Ela alerta que toda arrecadação está sendo feita por meios digitais, como a vaquinha e PIX, e que ela não autorizou ninguém a pedir dinheiro em nome dela nas ruas, como ocorreu recentemente.

Para alertar outras mães sobre a condição, compartilhar o dia a dia e as lutas e felicidades de Axl, Suzemeike criou uma conta no instagram para Axl: @axlborgess. Lá ela mostra também algumas cenas de evolução de Axl, como fisioterapia, e também compartilha mais informações sobre a vaquinha e arrecadação.

“O tratamento tem um alto custo. Por isso, eu iniciei a vaquinha, para conseguir a órtese e me sentir mais tranquila em relação ao tratamento. E posso procurar uma maneira de me estabilizar em relação a isso. Porque nesse momento, além de ter que levar em médicos, fisioterapeutas, avaliações, levam um pouco de tempo, eu não estou conseguindo trabalhar agora”, explica.

A vaquinha já arrecadou R$ 5,2 mil. E as doações podem ser feitas pelo link: www.vakinha.com.br/4199414, ou pelo pix de Suzemeike, que pode ser encontrado no instagram de Axl: @axlborgess.