Aplicativo que detecta se o usuário está mantendo uma postura adequada, o SmartChair foi selecionado para participar do HealthTech Innovation Days, maior programa europeu voltado para inovações na área da saúde, que acontece em Paris (França).
O idealizador do projeto foi o engenheiro físico francano Rafael Reis Barbosa. “Percebi que todos os profissionais da empresa onde fazia estágio sentavam-se de forma inadequada, tendo o insight (a clareza) de criar uma solução para o problema”.
A criação foi desenvolvida na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) ao longo de 12 meses. Também participaram do processo o engenheiro físico João Victor Grandzoli; o engenheiro eletricista Ferdinando Monsignore; e o cientista da computação Alan Seolin.
O aplicativo emite avisos, elabora relatórios e reeduca o usuário a manter uma postura saudável, estimulando a fazer pausas e alongamentos. Esse “trabalho” contribuiu para reduzir os efeitos negativos da má postura, como dores na região da lombar e problemas na coluna.
O tema já foi alvo de pesquisas. Um estudo realizado pela British Heart Foundation e pelo Get Britain Standing com dois mil participantes revelou que 45% das mulheres e 37% dos homens passam menos de 30 minutos em pé diariamente no ambiente de trabalho.
Com o objetivo de atender à crescente demanda no país e no mundo, a competição internacional é formada principalmente por empresas da Europa e América do Norte, com a SmartChair como a única empresa brasileira.
“Cada empresa apresentará seu pitch elevator, uma breve apresentação clara e objetiva sobre todos os aspectos da startup (problema, solução, diferenciais, tecnologia, mercado etc.), que será utilizada para persuadir investidores e grandes players do mercado de saúde a investirem na empresa”, explica Rafael.
O projeto foi inteiramente financiado pelos membros da equipe. A competição em Paris acontece no dia 24 de outubro.
"Temos uma expectativa muito positiva com relação à nossa start-up. Esperamos ficar entre as três primeiras posições dessa competição. Isso, porque também existem outros start-ups muito boas, muito inovadoras no mundo inteiro que estão participando", finaliza o francano.