11 de julho de 2026
HERÓIS

Profissionais de saúde do HC de Franca se tornam ‘anjos’ na luta diária contra o câncer

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Pedro Baccelli/GCN
Na esquerda a coordenadora Gabriela Silva Kiellander Covas, e na direita a enfermeira supervisora Patrícia Stefani de Souza

Quando toca o sino do Hospital do Câncer de Franca, o som não representa "somente" o fim do tratamento de um paciente, mas o triunfo de toda a equipe médica, que passa pela enfermeira supervisora Patrícia Stefani de Souza, de 32 anos.

"É um momento de muita alegria poder vivenciar junto com aquele paciente e familiar a esperança e o sorriso. Ver que em toda trajetória estávamos juntos. É um momento realmente emocionante", disse a profissional da saúde.

Emoção que tomou conta da equipe no último dia 6. A pequena Luanny Gabrielle Silva Chavasck, de 6 anos, tocou o sino para anunciar o fim do tratamento contra o câncer. Diagnosticada em 2021, foram dois anos e meio de luta da família de Guará, município a 64 km de Franca.

Casos assim não são isolados. O hospital proporciona, aproximadamente, 1,2 mil serviços mensais, abrangendo tratamentos de quimioterapia, radioterapia, consultas médicas e consultas multidisciplinares.

"Acredito muito nessa questão de sermos anjos de Deus, escolhidos para entrar na vida dessas pessoas. Porque a gente vê o tanto que somos amados e queridos pelos pacientes. É uma troca que no final dá muito certo".

Profissionais que oferecem apóio médico e emocional para os envolvidos. "Prezamos por um atendimento humanizado, visto que diante do diagnóstico dos nossos pacientes, eles chegam muito assustados achando que estão com alguma sentença. A gente traz esse olhar de esperança".

Mesmo quando a cura não é alcançada, cada etapa do tratamento é vista como uma conquista. "Pode ser que aquele paciente não tenha alcançado a cura, mas ele foi um vitorioso em todos os momentos do tratamento".

Há três anos no hospital, Patrícia lida com momentos de felicidade, mas também de extrema tristeza, quando o paciente morre em decorrência da doença. "A gente não precisa ser robô. Somos humanos e sentimos. No momento de muita fragilidade, a gente engole seco e vamos fazer o nosso melhor. Isso, não vai impedir que algumas lágrimas se escorram pelos nossos olhos".

No final do dia, quando retornam para casa, os profissionais de saúde enfrentam desafios pessoais, mas reconhecem a importância de lidar com eles com sabedoria. "As vezes a gente engole, sente, chora e se depara com momentos difíceis, mas cabe a nós termos sabedoria para digerir essa situação".