Os técnicos em enfermagem do Hospital Regional/Hapvida declararam greve na manhã desta terça-feira, 10, em Franca, após o não pagamento do reajuste do piso salarial e pela falta de resposta da instituição sobre o tema.
Uma manifestação em frente ao portão principal do hospital começou às 5 horas. Segurando cartazes com “greve geral na enfermagem” e com narizes de palhaço, o grupo afirmou que as atividades não serão retomadas normalmente enquanto não houver o pagamento.
“Estamos aqui para reivindicar o piso, que é a Lei 14.434. A gente não recebeu nenhuma resposta. Eles tiveram um prazo de 60 dias para tentar um acordo. Tentamos o contato com a instituição e não tivemos nenhuma resposta”, disse a sindicalista e técnica de enfermagem da Hapvida, Karolina Martins Silva, de 33 anos.
Segundo os funcionários, esta não é a primeira vez que eles têm dificuldades para se comunicar com o hospital. “Para negociar até o dissidio é muito complicado, porque o RH da Hapvida é todo em Fortaleza. É muito difícil o contato com eles, porque em Franca quase ninguém consegue esse contato”.
Segundo a sindicalista, o Regional tem 98 técnicos de enfermagem. A estimativa é que 70% do quadro de funcionários participem da paralisação.
As atividades não estão completamente paralisadas. Um esquema de rodízio foi adotado, onde 30% dos funcionários seguem atendendo os pacientes.
Enquanto a situação não é resolvida, o sentimento de frustração cresce entre a equipe. “É muito triste, porque a gente se dedica muito para os pacientes e suas famílias. Estamos sempre aqui para acolher todo mundo, e na hora da gente ser acolhido não somos. É um direito, e estamos sendo privado”, finaliza.
Nota do hospital
O Hospital Regional/Hapvida enviou a seguinte posição: "A empresa vem publicamente tranquilizar os usuários quanto a manutenção dos atendimentos em nossa unidade na cidade de Franca. Quanto a decisão de parte da equipe de cessar o trabalho, a empresa informa que segue disposta ao diálogo, prova disso é que vem mantendo negociações com várias entidades sindicais nas regiões que atua, conforme determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu o prazo de 60 dias para que isso fosse feito. Essas negociações são realizadas pelas entidades sindicais patronais que a representam, as quais estão em processo negociação vigente, e pelas quais aguarda o desfecho. Importante ressaltar que a decisão liminar proferida pelo STF está sob impugnação de Embargos Declaratórios, protocolado pelas entidades autoras da Ação. Desta forma, a empresa aguarda também uma definição do Supremo Tribunal, quanto a alteração ou não da tutela concedida."