Dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) nesta segunda-feira, 2, mostram que Franca fechou o mês de agosto com saldo positivo de 269 postos de trabalho, resultado de 5.708 contratações, contra 4.839 demissões.
Esse foi o terceiro melhor mês do ano, até agora, na abertura de vagas de trabalho. Lideram a lista, janeiro, que atingiu 1.470 postos; seguido por fevereiro, com 1.107. O saldo de agosto representa 158% de aumento comparado com julho, quando foram 104.
O resultado positivo foi impulsionado pelo setor de Serviços com 207 vagas criadas. Foram 1.724 admissões, contra 1.517 desligamentos. Outros setores que registraram crescimento ao longo dos 31 dias foram Comércio e Construção, com 199 e 49 de saldo, respectivamente.
Teve também os setores que caíram. Puxa essa lista a Indústria ao fechar com saldo negativo de 94 vagas, resultado 1.366 contratações, contra 1.460 demissões. Já Agropecuário atingiu –92.
Desaceleração da Indústria
“Capital do Calçado”. Não é de hoje que a indústria francana é conhecida país afora. Com o decorrer das décadas transcendeu o sapato masculino, e foi ganhando cada vez mais variedade. Mas em 2023, o resultado não está sendo bom.
Após acumular 1.705 postos criados entre janeiro e fevereiro, o setor está sofrendo com saldos negativos. Desde março, a Indústria só não ficou no vermelho em julho ao abrir 4 vagas. Nos demais meses as demissões foram superiores as contratações.
Resultado de mercados mais vantajosos, como é o caso do Estado de Minas Gerais, onde o imposto sobre a produção de calçados é menor.
Agosto ruim
Apesar de fechar no azul, o agosto de 2023 não é para se comemorar. As 269 vagas criadas são aquém das 710 no mesmo mês de 2022. A discrepância é ainda maior com 2021, quando foram 1.608 aberturas. Mesmo com os efeitos da pandemia, em 2020, foram 1.029.
Queda brusca
Franca fechou os oito primeiros meses de 2023 com saldo de 3.873. Esse é o menor número desde 2020, quando, no mesmo período, foram -6.370. O resultado negativo foi reflexo dos impactos sociais e econômicos causados pela pandemia do coronavírus.
Quando comparado de janeiro a agosto de 2023, com 2022, a diferença é gritante. A queda é de 140% na abertura de postos de trabalho, uma vez que no ano passado foram criadas 9.325 oportunidades. Já em 2021, foram 9.392.