Dados da Defesa Civil do Estado de São Paulo mostram que setembro fechou 4,6°C mais quente do que a média histórica para o período em Franca. Os termômetros atingiram, em média, máxima de 32°C – enquanto, geralmente, chegavam a 27,4°C.
O calorão foi sentido, principalmente, durante a segunda quinzena, quando Franca registrou as três maiores temperaturas de 2023. Na terça-feira, 26, atingiu 37,4°C. Na segunda-feira, 25, foram 37,2°C. Já no domingo, 24, teve a máxima de 36,4.
Durante o período de altas temperaturas, o meteorologista de Cepagri/Unicampi, Bruno Bainy, explicou ao Portal GCN/Rede Sampi que os dias são "mais longos" durante setembro, o que possibilita o aumento das ondas de calor. Aliado a isso, um bloqueio atmosférico impedia a entrada de frentes frias pelo país.
Os dias se passaram, e outubro chegou. E a previsão segue de calor para a região. “Os próximos meses devem manter características parecidas do inverno de temperaturas acima da média. Então, pelo menos até o final desse ano, começo do próximo ano, deve manter essas temperaturas acima da média”.
O frio não está descartado por completo. “Temperaturas um pouco mais amenas, mas provavelmente de forma mais pontual, mais breve, ou talvez não tão intensa”.
Segundo o Climatempo, a máxima oscila entre 28°C e 33°C até domingo, 8. Nesta segunda-feira, 4, por exemplo, chega a 31°C no período da tarde.
E a chuva?
Se por um lado a temperatura subiu, pelo outro, a chuva caiu. O volume foi 70% menor do que o esperado para o mês de setembro. Foram 20 milímetros ao longo dos 30 dias, contra 67,2 milímetros de média climatológica para a cidade.
Não faltará chuva para Franca, pelo menos, para os próximos dias. Ainda segundo o Climatempo, são esperados 89 milímetros até domingo. Apenas para o primeiro dia da próxima semana espera-se 30 milímetros.
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) chegou a publicar um alerta de perigo potencial (cor amarela) para tempestades. “Chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h), e queda de granizo. Baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos”.
O resultado dessa chuva é a umidade do ar subindo, oscilando entre 30% e 83% durante a semana.