10 de julho de 2026
MANIFESTAÇÃO

Greve contra privatização da Sabesp mobiliza funcionários e militantes em Franca

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Hevertom Talles/GCN
Manifestantes em frente à Sabesp de Franca, no Jardim Redentor

Funcionários e militantes realizam uma greve contra a privatização da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) em Franca, na manhã desta terça-feira, 3, em frente à sede da empresa no Jardim Redentor.

A concentração começou pela manhã e o ato está previsto para seguir até as 11h. O movimento é contra a proposta do governador Tarcísio de Fretais (Republicanos) a favor da privatização da empresa.

Robson André da Cruz, presidente do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores Água e Esgoto e Meio Ambiente) e funcionário da Sabesp de Franca, destaca que os serviços de emergência da companhia não foram afetados por conta da greve, além disso, o fornecimento de água e tratamento de esgoto segue normalmente. “Serviços administrativos e de manutenção que podem ser realizados depois”, disse, sobre os trabalhos que foram paralisados.

“Estamos protestando contra a privatização da Sabesp. O governo do Estado vem trabalhando a privatização da Sabesp, e a gente entende que a população vai ser a mais prejudica nesta questão, porque as tarifas devem subir. O governo do Estado vem mentindo para a sociedade, vem escondendo a verdade. Essa privatização é maléfica para a sociedade, a tarifa vai aumentar. A gente está buscando chamar a atenção da sociedade. Esse é o nosso objetivo hoje”, afirma Cruz.

Segundo os representantes, participaram manifestantes ligados a partidos de esquerda, além de estudantes da Unesp (Universidade Estadual Paulista). O vereador Gilson Pelizaro (PT), da Câmara Municipal de Franca, também participou e discursou contra a privatização.

De acordo com o presidente do sindicato, a agência comercial da Sabesp da avenida Dr. Flávio Rocha deverá abrir às 13h. Já a agência do Poupatempo está funcionando normalmente e não foi afetada pela greve.

A paralisação segue até as 0h de quinta-feira, 5, e depois o movimento fará uma reunião para alinhar se terá mais algum ato contra a privatização e o governo.

O movimento também acontece em outras cidades do Estado de São Paulo, juntamente com a classe dos metroviários e ferroviários da capital paulista.