09 de julho de 2026
SEGURANÇA

Câmara aprova e Alexandre pode firmar convênio que amplia presença de policiais

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Vereadores em sessão da Câmara de Franca nesta terça-feira

Após muita discussão e com alguns vereadores lembrando que a implantação da Atividade Delegada vinha sendo discutida há anos em Franca, o projeto nesse sentido encaminhado pelo Executivo foi aprovado por unanimidade na sessão da Câmara desta terça-feira, 26.

Com a aprovação, por unanimidade, o prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (MDB), poderá firmar convênio com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, que permite aos policiais militares desempenharem suas funções nos dias de folga.

O projeto contempla valor de R$ 159 mil para os próximos três meses, podendo sofrer alteração a partir de 2024. A Prefeitura não informou quantos policiais adicionais estarão nas ruas da cidade. Os locais que serão reforçados serão definidos em comum acordo entre Prefeitura e a Polícia Militar de Franca. O Centro da cidade é um desses locais, principalmente neste final de ano.

Cafezinho e pão de queijo
Della Motta (Podemos), que há sete anos vem lutando para a implantação do programa que pode oferecer mais segurança à cidade, disse: “A população precisa sentir a sensação de segurança, nós estamos dando o pontapé inicial. Eu cansei de ir ao gabinete do governo (municipal) anterior pedir para que fosse implantado esse projeto. Mas o que acontecia: eu só tomava café e comia pão de queijo, e ele não resolveu o problema. Ano que vem poderá ser revisto esse aporte financeiro, incluir a Polícia Civil, a Polícia Ambiental, o Corpo de Bombeiros”, disse Della Motta, que é presidente da Comissão de Segurança da Câmara Municipal.

“A luta não termina aqui não, acho ela está só começando. O que mais me assustou no projeto foi o valor estabelecido para a Atividade. Acho pequeno e irrisório. Essa Atividade Delegada vem em um momento oportuno. Veja bem o que acompanhamos recentemente no caso das escolas, a falta de segurança envolvendo escolas estaduais e municipais. Poderia se instituir ao projeto uma ronda escolar. Outra coisa é continuar a luta para contratar mais guardas civis. Que esse projeto piloto seja efetivado, e que traga a sensação de segurança que a população deseja”, disse Gilson Pelizaro (PT).

“A maioria dos policiais fazem bico para complementar suas rendas, e essa Atividade Delegada já deveria ter sido implantada há muito tempo. Veio tarde, mas veio”, disse Zezinho Cabeleireiro (PP).

Daniel Bassi (PSDB), que reivindicava que a Polícia Civil fosse incluída no projeto, parabenizou o colega Della Motta pela insistência na instalação da atividade na cidade. “Era só café e pão de queijo e não resolvia nada, mas que bom que deu certo agora. A gente precisa aumentar esse valor e que a Prefeitura possa chamar o cadastro reserva do concurso para a Guarda Municipal”.

Marcelo Tidy (União), que trabalhou na administração passada, se sentiu desconfortável com os discursos dos colegas e disparou. “Eu estive no governo passado e dei conta do recado. Mas eu sou vereador de 2021 até 2024 e eu trabalho todos os dias andando pelos quatro cantos da cidade acompanhando as coisas que não funcionam. Eu não posso julgar os colegas que estiveram na Câmara na gestão passada. Se eles não puniram o ex-prefeito eu não tenho nada com isso, a minha responsabilidade é com o atual prefeito. Se ele errar, ele vai se entender com o vereador Tidy. Pra mim não serve essa história de governo passado”, disse.

O presidente do Legislativo de Franca, Carlinho Petrópolis (PL), também lembrou que tentou viabilizar a construção de uma UBS no Bairro City Petrópolis durante o governo passado, mas não conseguiu. “Eu também tomei cafezinho e comi muito pão de queijo e não consegui a UBS do Petrópolis”, disse o parlamentar ao pedir aplausos para o colega Della Motta.