10 de julho de 2026
LATROCÍNIO

Namorada de químico morto a facadas em abril é presa em Franca

Por Alex Henrique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Polícia Civil - Arquivo/GCN
Suéllen Preda da Silva, namorada de Carlos Miras quando foi assassinado, foi presa acusada de participação no crime

Namorada de Carlos Henrique Miras na época em que o químico foi assassinado, em abril deste ano, Suéllen Preda da Silva, de 30 anos, foi presa nesta segunda-feira, 18, por agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, acusada de planejar o crime com uma amiga.

Suéllen estava com mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça em agosto, e se encontrava foragida. A Polícia Civil recebeu a informação de que ela estava na casa de parentes na Vila Santa Cruz, em Franca, sendo localizada pelos investigadores Paulo Sérgio Rodrigues e Luciano Tavares.

A mulher teria planejado, junto com a amiga Vanessa Fernandes da Silva, presa desde 31 de julho, um assalto a Carlos Henrique para obter uma quantia em dinheiro. “Elas decidiram que Suéllen sairia com a vítima na noite do crime, e eles fariam o assalto assim que o casal deixasse o motel”, explicou o investigador Paulo Rodrigues.

A quadrilha, porém, não imaginava que Carlos Henrique reagisse à abordagem dos falsos assaltantes. Com isso, segundo a polícia, os dois rapazes convocados para o crime, Adren Henrique Cruz Silva, 20 anos, namorado de Vanessa, e Mateus Alex Rodrigues, de 19 anos, esfaquearam o químico, que ainda tentou dirigir seu carro, mas bateu contra um alambrado na avenida Presidente Vargas.

Mateus é o único dos acusados de envolvimento com o crime que permanece foragido, e não há pistas sobre seu paradeiro. As investigações sobre o caso estão praticamente concluídas, e o inquérito deverá ser remetido à Justiça pelo delegado Márcio Murari.

Segundo as investigações, Suéllen foi o ponto de partida. A mulher, que receberia ajuda financeira da vítima, comentou sobre sua situação à amiga, que então teria arquitetado o plano para um assalto. Convocou o namorado e mais dois rapazes – um deles ainda não identificado – para o roubo.

Na noite do crime, abordaram Carlos e a namorada após o casal sair de um motel. A vítima teria reagido ao assalto e foi esfaqueada, sendo encontrada nas imediações do Hospital do Coração com pelo menos oito perfurações no corpo, dentro do carro, que bateu em uma cerca.