O problema de mobilidade urbana foi discutido na Câmara Municipal na manhã desta terça-feira, 12, com o tema sendo abordado pelo munícipe Samuel de Oliveira. Ao usar a Tribuna Livre, ele lembrou dos pontos caóticos da cidade, principalmente nos horários de picos, entre eles, a rotatória do Distrito Industrial, o cruzamento das avenidas Brasil e Adhemar de Barros, pontos das avenidas Alonso y Alonso e Hélio Palermo, além das alças de acesso da rodovia Cândido Portinari, nas regiões Oeste e Norte de Franca.
“Há até reclamações da população na demora de atendimento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Tenho a plena certeza que não é por eles que não queiram prestar socorro rapidamente, mas sim pelo trânsito que não anda. Não é complexo de vira-lata não, meu filho mora em Ribeirão Preto e lá se tiver que construir uma avenida vai construir, vai desapropriar. Quantas ruas da cidade de Franca são seccionadas causando congestionamentos e poderiam ser abertas?”, reclamou Samuel, que é servidor do Fórum.
Em seguida, vários vereadores abordaram o tema. “Nós já sugerimos várias ideias à Prefeitura e nada. Há um estudo para resolver o problema na rotatória do Distrito Industrial, pagando, parece que R$ 300 mil, com prazo de seis meses para estudar o que deve melhorar ali. Até agora não houve melhorias no local. Na cidade, não há corredores para ônibus, uma pessoa fica mais de uma hora dentro do ônibus para chegar ao destino”, disse o vereador Ilton Ferreira (PL).
Della Motta (Podemos), que está em seu segundo mandato, disse que a Câmara tem certa responsabilidade sobre a questão. “É bom lembrar que essa Casa de Leis tem uma responsabilidade. Quem vai ao Pacaembu (bairro da região Norte da cidade), a entrada é uma ruazinha que tem 12 lombadas e 6m90 de largura). Se quebrar um ônibus, um caminhão coletor de lixo, interdita tudo. Essa Casa tem responsabilidade, nós aprovamos mesmo com a negativa do então secretário de Planejamento”.
Della Motta disse que são necessárias obras de mobilidade urbana urgentes na região Oeste e Norte da cidade. “Enquanto não abrirmos avenidas, não vai resolver, não vai desentupir o trânsito. O resgate não vai chegar para socorrer o filho, e aí nós culpamos o lado mais fraco da moeda que é o socorrista, o resgate”.