10 de julho de 2026
PERIGO

Um chamado envolvendo enxame é realizado a cada 15 horas em Franca

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Sampi/Franca
Reprodução
Capitã do Corpo de Bombeiro, Sandra Elaine; enxame que atacou público no Poliesportivo

"Abelhas atacam no Poliesportivo em Franca lotado de crianças; parque é interditado". O susto não é um caso isolado. O Corpo de Bombeiros de Franca recebe um chamado envolvendo enxames a cada 15 horas.

Foram 596 chamados envolvendo enxames, entre os dias 5 de setembro de 2022 até 4 de setembro de 2023. O número é resultado dos casos envolvendo abelhas e marimbondos, uma vez que são somados.

A capitã do Corpo de Bombeiros de Franca, Sandra Elaine, explica que após o chamado, a corporação realiza a vistoria no local para verificar se o enxame oferece risco à população. "Muitas vezes, as pessoas chamam já com o receio de um possível ataque".

De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a responsabilidade pela remoção de enxames em propriedades particulares, como residências e terrenos, recai sobre os proprietários dos imóveis. Através do site da Prefeitura de Franca, é possível encontrar profissionais credenciados que podem ser contratados para realizar esse serviço.

Já em áreas públicas, a Lei Municipal 9.029 de maio de 2021 estipula que a responsabilidade pela retirada dos enxames pertence ao município. Para cumprir essa obrigação, uma empresa está em processo de contratação e deve assumir essa tarefa a partir deste mês.

O Corpo de Bombeiros atende em situações de urgência. "Quando elas estão atacando, a primeira ação do Corpo de Bombeiros é chegar ao local e promover o isolamento para evitar possíveis riscos".

Procedimento esse que foi realizado no Poliesportivo. Apesar do susto, a corporação não registrou vítimas, não sendo necessário atendimento médico.

A Secretaria de Meio Ambiente também informa que não há registro de enxames em outros parques.

Veja a entrevista com a capitã Sandra

GCN: O que a população deve fazer quando encontra algum enxame?
Capitã Sandra: A pessoa vê um enxame, mas verifica que está em local que não oferece nenhum risco, que ela consegue viver pacificamente, continua a vida normal – até porque faz parte do nosso meio ambiente. Agora, se a pessoa verifica que tem um enxame próximo que vai oferecer risco, ela chama o Corpo de Bombeiros para fazer uma avaliação. A retirada, a gente orienta que deve ser feita só por quem tem o conhecimento técnico.

Existe alguma fiscalização do Corpo de Bombeiros para identificar possíveis focos de enxames?
Não. A gente faz a vistoria quando acionados. Agora, o trabalho de sair procurando não faz.

Quais locais ou regiões são mais comuns acontecerem esse tipo de ataque?
A abelha procura uma área segura. Então, normalmente, quando ela faz esse tipo de ataque é porque ela se sente ameaçada. As pessoas têm uma impressão que são sempre locais elevados, e nem sempre.

Qual o procedimento realizado a partir do recebimento de um chamado envolvendo enxame de abelhas?
Quando o bombeiro é acionado para esse tipo de atendimento, ele vai até o local para realizar uma vistoria. Muitas vezes, as pessoas chamam já com o receio de um possível ataque. Quando elas já estão atacando, a primeira ação do Corpo de Bombeiros é chegar ao local e promover o isolamento para evitar que façam possíveis vítimas.

Quem faz a retirada dos enxames?
A Prefeitura, inclusive, tem um trabalho em locais públicos para fazer a recolha desses enxames. Os (próprios) apicultores que têm interesse em retirar essas abelhas. De uma maneira segura, eles vão lá depois do isolamento, usando as técnicas adequadas e faz a retirada.

Quando é realizado o extermínio de um enxame?
É feita uma vistoria para fazer a retirada. O extermínio é apenas em último caso. O extermínio é um crime ambiental. Ele só acontece quando muito bem fundamentado.

Quem for ao Poliesportivo corre algum risco envolvendo abelhas?
O enxame que tinha lá foi retirado.

A senhora se recorda de algum ataque grave de abelhas?
Faz muito tempo. Teve alguém que foi fazer um socorro numa mata e foi atacado por um enxame. Mas não me recordo se era aqui ou nas proximidades.

Uma pessoa picada por abelha por chegar ao óbito?
Dependendo do número de picadas, do grau de alergia que a pessoa tem e o tempo que leva para ser socorrida, vai variar do caso.

Qual dica a senhora dá para a população?
A dica é que sempre que tiver essas caixas de inspeção, sejam em locais elevados ou junto ao solo, que realize o fechamento. Vedar para que não fique nenhum desnível ou abertura para que não promova a oportunidade de entrarem e se instalarem.

Tem outros insetos ou pestes que a população precisa tomar cuidado?
Isso é muito sazonal. O que a gente tem mais recorrente é a questão das abelhas que acaba tendo um número de solicitações maior. Alguns tipos de vespas também.