10 de julho de 2026
PRIVATIZAÇÃO

Deputado francano aciona Justiça para tentar anular estudo de privatização da Sabesp

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Joy Camilo/ Divulgação
'O contrato está repleto de irregularidades', afirma Guilherme Cortez

O deputado estadual por Franca Guilherme Cortez (PSOL) protocolou uma ação civil pública no Tribunal de Justiça de São Paulo para tentar interromper a execução de um contrato celebrado entre a IFC (International Finance Corporation), agência do Banco Mundial, e o Estado de São Paulo, que tem como objetivo a privatização da Sabesp.

Para o parlamentar, a escolha da IFC para estruturar a privatização da Sabesp é questionável. A IFC é um dos credores da Sabesp, que deve cerca de R$ 2 bilhões à consultoria. “O contrato está repleto de irregularidades e falhas, podendo causar prejuízos consideráveis aos cofres públicos. Além disso, o posicionamento da instituição é historicamente favorável a políticas neoliberais e privatizações globais”, disse Guilherme Cortez, nesta sexta-feira, 1º.

Membro da Frente Parlamentar contra a privatização da Sabesp da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Cortez também requereu uma medida de urgência para suspender imediatamente a execução do contrato em questão e a devolução dos valores desembolsados.

No documento da ação, está ressaltado que a IFC é credora da Sabesp em diversos contratos de financiamento, sendo contratado no dia 13 de junho de 2023 um novo contrato de financiamento no valor de um bilhão de reais. Segundo ele, há que se destacar também o contrato firmado em 22 de julho de 2022, onde a IFC concedeu um empréstimo de R$ 760 milhões (aproximadamente US$ 150 milhões) à Sabesp. “Há potenciais conflitos de interesse em todo esse processo”, afirmou Cortez.