"Prefeitura abre licitação milionária para coleta de lixo e serviços de limpeza". Com esse título, matéria estampou o Portal GCN/Rede Sampi no dia 20 de agosto de 2021.
Dois anos se passaram, e o problema não foi resolvido. Na última segunda-feira, 28, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) protocolou junto à Câmara Municipal um projeto para contratação emergencial de uma empresa para o recolhimento do lixo e limpeza das ruas e avenidas.
O texto prevê a destinação de R$ 10.847.697,90 dos cofres públicos para realização dos serviços entre os meses de outubro e dezembro. O contrato vigente com a empresa Seleta encerra-se no mês de setembro.
O imbróglio começou após a Seleta se envolver em investigações do Ministério Público de São Paulo sobre suspeitas de pagamento indevido ao ex-prefeito Gilson de Souza para renovação e permanência do contrato na época.
Orçado em R$ 45 milhões por ano, o primeiro processo licitatório aberto pela Prefeitura de Franca para contratação de uma empresa foi no dia 19 de agosto de 2021. No final, a Seleta teve seu contrato prorrogado em setembro daquele ano.
Novos editais foram abertos pela administração, mas terminaram suspensos pela Justiça. Em uma das ocasiões, a pedido da própria Seleta ao apontar supostas irregularidades na documentação da empresa vencedora – um consórcio entre firmas de São José do Rio Preto (SP) e de Mirassol (SP) – em setembro de 2022.
Para o serviço não ser paralisado, coube à Prefeitura firmar contratos emergenciais. Apenas neste ano, um acordo para recolhimento do lixo foi assinado até março. Depois, foi prorrogado até setembro. Agora, com a abertura de créditos adicionais, irá até dezembro.
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