09 de julho de 2026
VIOLÊNCIA

Aluna é brutalmente agredida com ‘soco inglês’ dentro de escola, na região de Franca

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
WhatsApp/GCN
Ferimento perto do olho da estudante, que ficou toda ensanguentada após agressão sofrida em escola, em Restinga

Uma aluna de 17 anos foi brutalmente agredida dentro de uma escola na noite dessa quarta-feira, 30. O caso aconteceu na escola estadual "Isaac Vilela de Andrade", na cidade de Restinga, a 10 km de Franca. A estudante cursa o 3º ano do ensino médio na rede estadual no período da noite, mas o prédio também abriga aulas da rede municipal até o 9º ano.

A violência contra a estudante foi praticada por outra aluna da própria escola, que utilizou um objeto chamado "soco inglês", como consta no Boletim de Ocorrência. A jovem ficou bastante ferida, com lesões graves no rosto, inclusive um corte profundo próximo ao olho.

Juliana Soares, mãe da aluna, relatou nesta quinta-feira, 31, que sua filha já vinha sendo perseguida por outra estudante há algum tempo. “Eu cheguei a ir à casa da mãe para que ela conversasse com a filha dela, para ela deixar a (citando o nome da filha) em paz. Ela estava fazendo fuxico, rolo, aí parou. Até tirei a minha filha do serviço. Elas trabalhavam juntas”, conta a mãe da estudante.

Juliana diz que, posteriormente, sua filha, que também é candidata a rainha de rodeio na cidade, voltou a ser perseguida. “Esses dias atrás, ela (a agressora) foi perseguindo novamente e fez tudo de caso pensado. Ela já tinha arrumado o ‘negócio’ para levar para a escola e furar ela. Ela (acusada) começou a postar o rosto de minha filha, fazer fake no Tiktok, falando que minha filha era um lixo”, disse Juliana, acrescentando que a agressora é maior de idade.

Mãe e filha estiveram na delegacia de Restinga na manhã desta quinta-feira, para registrar o Boletim de Ocorrência. Na delegacia, a vítima disse que foi agredida no momento que foi tirar "satisfação" pelas postagens e difamação que vinha sofrendo através das postagens da acusada.

A reportagem procurou a Secretaria Estadual de Educação para comentar o ocorrido na unidade escolar e como funcionam as medidas de segurança na escola em que ocorreu o fato, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O caso repercute muito na cidade e os pais dos alunos pedem mais segurança na escola.