Presa há seis anos pelo assassinato da comerciante Núbia Ribeiro, a ex-estudante de direito Lauany Viodres do Prado recebeu da Justiça nesta segunda-feira, 28, o benefício do regime semiaberto e deverá sair em breve da Penitenciária de Santana, em São Paulo.
A decisão foi publicada após Lauany passar por uma avaliação de uma equipe composta por médico psiquiatra, psicólogo e assistente social, em que ficou atestada a capacidade da jovem de retornar ao convívio em sociedade. Em maio deste ano, seus advogados, José Antônio Abdala e Hernandes Oliveira, haviam apresentado a solicitação de progressão de regime.
Segundo a defesa da jovem, o regime semiaberto deverá passar a vigorar em cerca de 45 dias. Isso significa que Lauany poderá circular livremente durante o dia e retornará para a cadeia à noite. Seus advogados informaram que ela será transferida de unidade, porém seu destino ainda não é conhecido.
Lauany e seu namorado Leonardo Cantieri foram condenados, em dezembro de 2020, a 13 anos por homicídio duplamente qualificado, e tiveram suas apenas aumentadas para 17 anos em agosto de 2021, após recurso da Promotoria. Ítalo Vinicius Neves, comparsa do casal, recebeu uma pena de 7 anos e meio por homicídio simples, também acrescida de mais um ano em instância superior.
Relembre
Núbia Ribeiro foi assassinada em setembro de 2017, vítima de uma emboscada. O crime foi planejado por Lauany Viodres do Prado e motivado por ciúme de seu então namorado Leonardo Cantieri, que teve um relacionamento com a vítima.
A morte foi planejada por Lauany com ajuda de Leonardo, que ainda tinha contato por redes sociais com Núbia. Para executar a comerciante, um terceiro participante, Ítalo Vinicius Neves, foi chamado.
Segundo a denúncia do Ministério Público durante o julgamento, Leonardo convidou Núbia para ir a seu apartamento, de onde os dois saíram de carro. Lauany ficou escondida no porta-malas do veículo e fez o primeiro ataque à comerciante, aplicando um golpe em sua cabeça.
Núbia foi levada para a casa de Ítalo, que seguiu com a jovem até a zona rural de Patrocínio Paulista, onde o rapaz ateou fogo a seu corpo quando ainda estava viva.
Matéria atualizada às 09h55