11 de julho de 2026
SAMIR MOUSSA

TJ-SP recomenda novo pedido de prisão contra dentista que matou auditor em Franca

Por Alex Henrique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
Dentista Samir Panice Moussa: autor de assassinato em março do ano passado segue em liberdade provisória

O dentista Samir Panice Moussa, que matou a tiros o auditor fiscal Adriano Willian de Oliveira em março do ano passado, corre mais uma vez o risco de voltar para a prisão. O TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) oficiou a Comarca de Franca para que um novo pedido de prisão preventiva do réu seja expedido.

A decisão, proferida pelo desembargador Francisco Bruno, foi publicada nesta quinta-feira, 24. No despacho também foi negado um novo recurso da defesa do réu para que o caso seja julgado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e STF (Supremo Tribunal Federal). Com isso, há a possibilidade do processo ser devolvido à primeira instância.

O magistrado entende que não há fundamentação no pedido, pois a própria Suprema Corte brasileira já publicou súmula com entendimento contrário à demanda. A defesa de Moussa informou à reportagem do GCN que pretende entrar com um agravo contra a decisão.

O juiz da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Franca, José Rodrigues Arimatéa, aguarda a notificação oficial para determinar se acatará a recomendação. Samir Moussa está em liberdade provisória desde outubro do ano passado.

O caso
O auditor fiscal Adriano William de Oliveira foi assassinado dentro de uma caminhonete S10 branca na noite de 12 de março de 2022, por volta das 19h30, na avenida Major Nicácio, área central de Franca, após sair do bar Villa Madalena.

Imagens de uma câmera de segurança registraram o crime (assista ao vídeo). Samir Moussa dispara várias vezes contra Adriano à queima-roupa e o atinge com quatro tiros. A ação durou apenas oito segundos. O dentista foi preso em flagrante quatro horas depois ao chegar em casa. Ele voltava de sua chácara em Cristais Paulista, onde escondeu a pistola usada na execução entre os galhos de uma mangueira.

Na delegacia, o assassino confesso disse que o motivo do crime teria sido ciúme da ex-mulher, da qual havia se separado há pelo menos um ano à época, e tinha dificuldades para aceitar o término da relação. Ele alegou tomar remédios contra a depressão e estaria sob efeitos dos medicamentos quando matou Adriano.