10 de julho de 2026
SAÚDE PÚBLICA

'É humilhante e uma vergonha', diz francano sobre cadeiras de rodas em PS

Por Jéssica Reis | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
GCN/Rede Sampi
Jéssica Reis/GCN
Paciente Joana D’Arc: precisou trocar de cadeira de rodas, com o pé machucado, pois o aparelho estava inseguro

Alguns francanos que necessitaram de atendimento médico no Pronto Socorro “Álvaro Azzuz”, em Franca, na noite desta terça-feira, 24, tiveram problemas com cadeiras de rodas para os pacientes. Duas famílias pelo menos passaram por momentos de constrangimento, angústia e indignação.

Os relatos foram enviados para a reportagem do GCN, nesta quarta-feira, 23. O primeiro a mandar foi o Carlos Joel Mendonça, de 63 anos, que precisou levar seu pai, de 88 anos, para o Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, pois ele estava com uma arritmia cardíaca e precisava de atendimento. Eles chegaram ao Pronto-socorro, por volta das 20 horas, precisaram utilizar uma cadeira de rodas, para transportar o idoso do carro até a recepção e o consultório médico.

“Fui buscar a cadeira de rodas, e notei que ela não estava boa. Quando cheguei perto, fiquei até com medo do meu pai sentar ali. Ela estava toda rasgada, com partes quebradas, o pneu todo murcho. Um verdadeiro horror. Precisei puxar a cadeira de ré, pois ela não ia para frente. Isso é uma falta de respeito, é humilhante, uma vergonha”, disse Carlos.

No mesmo dia, um segundo paciente com a mesma idade precisou de atendimento, com um diagnóstico de câncer na próstata. Ele estava com a clavícula deslocada. “Cheguei a pegar a cadeira de rodas e me assustei. Parecia que ela não ia aguentar o peso do meu pai. Perguntei para uma das enfermeiras se não tinha outra, e ela, toda educada disse que não, que todas estavam daquele jeito. Não é possível isso”, disse Isa Moreira, filha de Aurélio Moreira.

A reportagem do GCN foi até o Pronto-Socorro “Álvaro Azzuz”, porém, não conseguiu entrar no local onde ficam as cadeiras de rodas. Mas conversou com a senhora Joana D’Arc, que estava utilizando uma das cadeiras aguardando atendimento na recepção.

“Quando cheguei, me colocaram em outra cadeira de rodas, porém, a médica foi me ajudar, e a cadeira parecia que estava quebrando no meio. Ficamos com medo, que eu caísse, e trocamos de cadeira. Além de estar aqui sentindo dor, ainda precisamos passar por esse tipo de situação. Não dá para acreditar”, contou a paciente.

Outro lado
A reportagem do GCN entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Franca para entender com qual frequência é realizada a manutenção dos equipamentos. Também foi questionado o motivo para disponibilizarem cadeiras deterioradas ao público, e se há previsão para substituição.

A assessoria da Prefeitura de Franca respondeu: "A Secretaria de Saúde informa que todas as unidades de urgência e emergência do município possuem cadeiras de rodas, nas recepções para acolher os pacientes. Comunica que diante do uso contínuo do equipamento, quando constatada há necessidade de manutenção, as cadeiras são encaminhadas para a realização dos reparos. Informa também que já está em andamento, a aquisição de 68 cadeiras de rodas (inclusive para obesos), visando a reposição dos equipamentos nas unidades de saúde".