Cerca de 300 servidores municipais participaram na manhã desta quarta-feira, 16, de um protesto contra a violência nas escolas. A manifestação acontece uma semana após uma professora ser agredida dentro da EM “Domênico Pugliesi”, na Vila Santa Maria, na zona Oeste de Franca. O movimento afetou parcialmente as aulas, mas os estudantes foram recebidos e desenvolveram atividades alternativas, apesar de relatos de dispensa por volta das 8h30. Um novo protesto está agendado para as 13 horas.
O protesto aconteceu em frente à Secretaria Municipal de Educação, na avenida Francisco de Paula Quintanilha Ribeiro, na região do Poliesportivo. Os professores e funcionários da rede municipal estavam, na maioria, vestindo preto e gritando algumas palavras de protesto, pedindo segurança nas escolas.
Professora da escola Vanda Tereza de Senne Badaró, no Recanto Elimar II, Thaís Araújo relata que os profissionais trabalham com medo, pois as ameaças e insultos verbais são frequentes. “Temos várias escolas da rede sem muro, apenas cercadas com alambrados. Onde trabalho é assim, e isso nos faz sentir desprotegidos. As escolas ou têm câmeras ou têm monitoramento, a segurança não é completa. Saímos às 7 horas da noite da escola sem qualquer proteção, um guarda municipal para nos acompanhar”, disse.
O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Fernando Nascimento, também acompanhou a manifestação. “Estão representadas aqui todas as escolas municipais. Esperamos mais de 300 servidores nesse protesto, com a função principal de pedir segurança nas escolas”, disse o sindicalista.
Segundo os manifestantes e o sindicato, as atividades nas escolas não foram suspensas, porém o atendimento às crianças seria prejudicado em função da falta de funcionários nas unidades.
Ouvintes da Rádio Difusora relataram em mensagens ao comunicador Valdes Rodrigues que em alguns bairros da zona Norte houve dispensa antecipada dos alunos e houve casos de uma unidade em que a maioria dos pais voltou para casa com as crianças.